Adolpho Konder abre colônia de férias de crianças que trabalhavam no lixão de São Gonçalo

Quinta-feira, 07 de Janeiro de 2010

O secretário de Desenvolvimento Social de São Gonçalo, Adolpho Konder, abre oficialmente nesta sexta-feira (08/01), às 9h, junto à prefeita Aparecida Panisset, a colônia de férias de 130 crianças que trabalhavam no lixão de Itaoca. Desde terça-feira, dia 4, elas participam de atividades lúcidas e de brincadeiras na Escola Municipal Pastor Haroldo Gomes, em Itaúna. A cerimônia também terá a participação do Instituto Synthesis, que realiza projetos sociais com estas crianças, e da secretária de Educação, Keyla Nícia.

As crianças fazem parte de dois projetos sociais do Instituto Synthesis: Primeiro Saber (de 4 a 6 anos de idade) e Apoio Escola (de 7 aos 18 anos). Segundo a assistente social da entidade sem fins lucrativos, Lorena Oliveira, o projeto existe há um ano e foi criado com o objetivo de retirar essas crianças do lixão. As oficinas pedagógicas, esportivas e culturais acontecem na Escola Municipal Pastor Haroldo Gomes. Para participar dos projetos, as crianças precisam estar estudando. As atividades recomeçam em fevereiro.

Com a desativação do Lixão em Itaoca, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS) está cadastrando as famílias que tiravam seu sustento do lixão em programas sociais, como Próximo Passo, Bolsa Família, Projovem Adolescente, Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), entre outros. Estes serviços pertencem às coordenações de Proteção Básica e Especial da secretaria.

SMDS entrega quentinhas aos desabrigados do Morro do Patronato

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS) entregou nesta quinta-feira (07/01) 20 quentinhas para os moradores que estão alojados na Igreja Congregacional de Nova Vida do Morro do Patronato, no Paraíso, em São Gonçalo. Por medida de segurança, a Defesa Civil do município interditou, na quarta-feira (06/01), 41 residências que podem ser destruídas por uma rocha de 110 toneladas que ameaça cair da encosta.

No total, 138 moradores tiveram que deixar suas casas. A SMDS disponibilizou três locais para abrigar as famílias: a Igreja Congregacional de Nova Vida e a Igreja Nossa Senhora Aparecida, localizadas no bairro, e a Escola Municipal Zulmira Mathias Netto Ribeiro, no Gradim. Mas as 20 pessoas de quatro famílias que não tinham para onde ir preferiram ficar na igreja evangélica. Os demais moradores estão em casas de parentes e amigos. Eles foram cadastrados no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Neves, da Proteção Básica da SMDS.

O secretário municipal de Desenvolvimento Social, Adolpho Konder, acompanha o trabalho da Defesa Civil e colocou, desde quarta-feira, equipes de prontidão para ajudar os moradores. Hoje, o coordenador da Defesa Civil, major Cláudio Lucena fez uma nova vistoria na área com um geólogo. Por causa das fortes chuvas da última terça-feira, duas rochas menores deslizaram sem atingir qualquer residência ou ferir moradores.

Equipes da SMDS de São Gonçalo aprendem preparar alimentos nutritivos e sem desperdício

Equipes do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e Cozinha Comunitária, programas da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS) de São Gonçalo, estão aprendendo a preparar os alimentos de forma inteligente e sem desperdício.

Ministrado gratuitamente pela Cozinha Brasil, da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o curso acontece desde dezembro no Cras Santa Izabel e será encerrado no final deste mês. Também serão beneficiados os Cras Jardim Catarina, Guaxindiba e Tribobó, além das cozinhas comunitárias do Salgueiro e Trindade.

Segundo a coordenadora de Proteção Social Básica da SMDS, Olívia Ribeiro, 100 alunos serão beneficiados com o curso. A coordenadora disse que o calendário com as outras unidades ainda será definido com a Cozinha Brasil. As aulas são realizadas na parte da manhã, das 9h às 11h, e à tarde, das 13h às 15h.

Para o secretário Adolpho Konder, além de aplicar o aprendizado no dia-a-dia, os alunos passam adiante os conceitos de comer bem e gastar pouco. Konder afirma ainda que as equipes vão desenvolver receitas nutritivas e deliciosas, contribuindo para uma alimentação saudável dos usuários dos programas.

– Esta é mais uma parceria de sucesso. Eles aproveitam todas as partes dos alimentos, inclusive o que normalmente é dispensado como caule, talos, cascas, folhas e sementes – ressaltou o secretário.

SMDS e Defesa Civil entregam cestas básicas às famílias do Peti

Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009

O Natal das famílias atendidas pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) será mais feliz este ano. Por meio de uma parceria com a Defesa Civil, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS) entrega esta semana 100 cestas básicas aos beneficiados pelo programa, em São Gonçalo.

O Peti conta com nove pólos na cidade, atendendo 980 crianças e adolescentes de 7 a 15 anos, retirados das diversas situações de trabalho. Nos núcleos são realizadas atividades esportivas, culturais e pedagógicas. Para participar do programa, as famílias precisam manter seus filhos na escola. Os jovens também são inseridos no Programa Bolsa Família e os pais fazem cursos de geração de renda.

Metade dos jovens sofre privação no Brasil

Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

Estudo do PNUD sobre países do Mercosul diz que 50% desse grupo amarga situação insatisfatória em pelo menos uma área essencial

Cerca de 50% dos brasileiros com idade entre 15 e 29 anos sofrem pelo menos um tipo de privação em uma gama de quatro itens, segundo cálculo feito pelo PNUD para o Relatório de Desenvolvimento Humano Mercosul, lançado nesta sexta-feira no Uruguai. O objetivo é apresentar uma abordagem mais ampla de pobreza nos quatro países do bloco econômico (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai).

A ideia defendida no estudo, intitulado Inovar para incluir: jovens e desenvolvimento humano, é que a pobreza, mais do que uma questão somente monetária, pode ser entendida também como limitação de oportunidades. A análise leva em consideração saúde e risco ambiental; acesso a educação; acesso a recursos (rendimento e condições de moradia) e exclusão social, num total de oito indicadores.

O RDH Mercosul aponta que o “enfrentamento dessa dinâmica multidimensional da pobreza e da exclusão constitui o desafio social mais importante para a criação de condições favoráveis para o bem-estar e o fomento do protagonismo dos jovens” na melhoria do nível de desenvolvimento humano na região.

Para cada indicador usado, o relatório adotou uma “linha de pobreza”. Nos indicadores de meio ambiente (saneamento) e saúde (taxa de pessoas com Aids, porcentagem de mortes for causas violentas no total de mortes, taxa de mortalidade por faixa etária), são considerados em situação de privação os que estão entre os 25% com piores resultados. Em educação, os que têm menos de 6 anos de estudo (ou menos de 9, para a faixa acima de 20 anos). Em habitação, os que vivem em domicílios com mais de 3 pessoas por dormitório. Em renda, os que não têm condições de adquirir uma cesta de produtos e serviços definida pela CEPAL (Comissão Econômica para América Latina e Caribe). Em exclusão social, os que não têm acesso à educação nem ao mercado de trabalho.

O estudo, que se baseou em estatísticas oficiais, dividiu os resultados por faixa etária. Em todos os países do Mercosul a privação é mais disseminada entre os mais novos, de 15 e 19 anos. No Brasil, 51,7% dos jovens nessa faixa têm condições de vida insatisfatórias em pelo menos uma das dimensões estudadas. A proporção é um pouco menor entre 20 e 24 anos (47,8%) e entre 25 e 29 anos (49,6%). No entanto, nesses últimos grupos a privação é mais intensa: 29,6% dos brasileiros com 25 a 29 anos sofrem com pelo menos duas privações (na faixa de 15 a 19, a proporção é de 20,8%).

O Uruguai é, de modo geral, o que registra as menores porcentagens e o Paraguai, as maiores, como mostra o quadro abaixo.

O Brasil é o que se sai pior na dimensão educação. Apesar da sensível melhora verificada desde 1995, apenas 80% dos jovens de 15 a 29 anos têm 6 anos ou mais de estudo. Na Argentina e no Uruguai, são 95%; no Paraguai, 89%. A qualidade do ensino — que não é computada na análise da privação, mas é abordada no relatório — também deixa a desejar, embora as informações sobre o tema sejam relativamente escassas. Para o ensino médio, conta-se com as provas do PISA (Programa Internacional para Avaliação de Estudantes), empreendidas pelos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) desde 2000, que avaliam a habilidade dos estudantes nas disciplinas de leitura, matemática e ciências.

O resultado das avaliações de 2006 demonstra que os alunos têm deficiências nas três áreas. Dos estudantes que participaram das provas no Brasil, 73% não alcançaram o nível básico de competência em matemática, por exemplo. O mesmo percentual é de 64% na Argentina e de 46% no Uruguai. Entretanto, esses patamares ficam muito abaixo da média dos países da OCDE, que é de 21%.

A evasão escolar e a baixa qualidade de ensino estão intimamente relacionadas com a exclusão social que os jovens poderão sofrer durante a vida adulta, destaca o relatório. “O abandono precoce do sistema educacional é uma das principais fontes de exclusão, já que provoca déficit nas qualificações e, em consequência, diminuição das oportunidades de trabalho”, aponta o estudo. O efeito principal desse ciclo vicioso entre baixa escolaridade e exclusão é a alta taxa de desemprego entre jovens. Em 2007, o desempregados menores de 30 anos representaram cerca de 60% do total de pessoas sem trabalho na Argentina, no Brasil e no Uruguai. Já no Paraguai essa proporção era de 70%.

A fragilidade na inserção dos jovens do mercado condiciona sua emancipação, ou seja, o processo de sair da casa dos pais e formar um novo lar. Isso influi diretamente no nível de renda e também nas condições de trabalho. Mesmo assim, os jovens que responderam a sondagens feita especialmente para o RDH Mercosul são otimistas: 75% acreditam que suas possibilidades são maiores do que a de seus pais e que sua situação precária é transitória.

Violência e saúde

A análise das condições de saúde dos jovens no Mercosul abrange não só indicadores ligados a doenças (como acesso ao saneamento e taxa de mortalidade) como fatores exógenos. A maioria das mortes nesse grupo não é resultado de enfermidades ou falta de estrutura hospitalar, mas sim de causas externas, como violência, suicídio e acidentes.

Entre as causas externas, a violência mostra-se especialmente relevante. As taxas de mortalidade de homens no Mercosul são maiores que as de outros países da América Latina, como Costa Rica e Chile. Particularmente no Brasil, esses níveis são muito elevados. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) de 2008, a taxa de homicídios de homens entre 15 e 24 anos chegou a 97,2 por 100 mil habitantes, contra 52,5 em 2006. Esse número é superior em mais de 70 pontos à taxa média da população (26,2). Para efeito de comparação, o mesmo indicador de mortalidade entre os jovens argentinos é de 8,9. Entre os uruguaios não é muito diferente: 7,2. Os paraguaios apresentam um valor mais alto (21,3), mas mesmo assim bastante inferior aos verificados no Brasil.

Em relação à área de saúde especificamente, a porcentagem de jovens brasileiros de baixa renda pesquisados pelo RDH Mercosul que indicam a baixa qualidade dos hospitais como um problema grave é o dobro da dos argentinos: 12,6%, contra 6,2%. Entre os paraguaios a taxa é de 4,5% e uruguaios é de 7,1%. Outro ponto que tem causado preocupação é a falta de informações sobre Aids e métodos anticonceptivos, sobretudo no Paraguai e no Uruguai, onde o índice foi de 14,7% e 13,3%, respectivamente.

O estudo aponta que a superação dos aspectos negativos e o aproveitamento das potencialidades dependem dos próprios jovens e do apoio dos governos por meio de políticas públicas. Isso porque essas pessoas possuem certas limitações socioeconômicas na definição de seus destinos. Contudo, em contrapartida, sua capacidade de ação e de mudança é fundamental para a melhor dos níveis de desenvolvimento humano na região.

Felipe Lessa - da PrimaPágina.

Três mil idosos beneficiados com o passe livre em São Gonçalo


Centenas de pessoas lotaram o salão nobre do Clube Tamoio no 3º Baile dos Idosos, que aconteceu na última sexta-feira, dia 11. Promovida pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS) de São Gonçalo, a festa de confraternização de Natal dos maiores de 65 anos do Programa Passe Livre também reuniu usuários dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e de outros projetos sociais. O secretário Adolpho Konder sorteou brindes e entregou o riocard 3000 ao aposentando Silvério Pires.

Adolpho Konder agradeceu o empenho das equipes para a realização deste evento e destacou a participação dos usuários dos programas sociais.

– É uma grande felicidade completar um ano de trabalho à frente da SMDS. Além de entregar os cartões, orientamos sobre o modo de utilizar os riocards e, seguindo uma determinação da prefeita Aparecida Panisset, também informamos a população sobre os serviços oferecidos na Secretaria. A nossa meta é fazer de São Gonçalo um município mais humano em 2010 – ressaltou o secretário, que homenageou o coordenador do Programa Passe Livre Municipal, Carlos Chagas.

O posto do programa, instalado no anexo da prefeitura, em Alcântara, foi uma das primeiras medidas tomadas por Adolpho Konder ao assumir o cargo de secretário. Antes, os idosos e portadores de deficiência precisavam ir até o Terminal Rodoviário João Goulart, em Niterói, para adquirir o benefício.

Antes da distribuição de presentes, os dançarinos Sérgio de Paula e Rejane Ferreira apresentaram o choro “Brasileirinho”, de Waldir Azevedo e a música “Canta Brasil”, de Alcir Pires Vermelho e David Nasser, que ficou conhecida na voz de Gal Costa. Depois os casais da Academia de Dança Edson Santos fizeram apresentações de salsa. Logo em seguida, os cantores Luiz Cláudio e Marta Calmon abriram a pista de dança para os convidados. Os “pés de valsa” só deixaram o salão após a última música. Um buffet serviu salgadinhos, pães, bolos e refrigerantes aos convidados.

Também participaram do baile, o subsecretário da Região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro, Alexandre Felipe; a coordenadora do Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Setrerj), Flávia Paixão; os subsecretários de Desenvolvimento Social, Suely Amaral e Pedro Veiga; e a coordenadora de Proteção Social Básica da SMDS, Olívia Ribeiro.


Fotos: Reynaldo Félix.