SÁBADO CIDADÃO ATENDE 3 MIL PESSOAS NO CAPOTE, EM SÃO GONÇALO

Mais uma edição do projeto Sábado Cidadão-Prefeitura Itinerante, da Prefeitura de São Gonçalo, ocorreu neste sábado (06/6) na Escola Municipal Heráclito Fontoura Sobral Pinto, no bairro do Capote. Diversos serviços estiveram à disposição do moradores do bairro, além de recreação para crianças. Cerca de três mil atendimentos foram realizados, sendo os serviços mais procurados o atendimento médico, a emissão de documentos e o cadastramento para programas sociais, como o Bolsa Família.Logo na chegada, no portão principal da escola, havia uma unidade móvel de atendimento dentário, também com boa procura. Houve ainda apresentações de artísticas promovidas pela Fundação de Artes de São Gonçalo (FASG), além de oficinas de pintura. Entre as autoridades que marcaram presença estiveram os secretários Henrique Porto (Trabalho e chefe de gabinete), Keyla Nícia (Educação) e Adolpho Konder (Desenvolvimento Social), além da subsecretária de Defesa do Consumidor, Suely Amaral e do vereador Capitão Nelson.A iniciativa foi aprovada pela população local. A dona de casa Morgana Cristina Marinho, de 22 anos, foi à escola para se inscrever no programa Bolsa Família e também para tirar sua própria certidão de nascimento. “É bom ter algo assim, que ajuda as pessoas e tão perto de casa”, exaltou ela.Segundo o superintendente de Projetos Especiais do Gabinete da Prefeita e coordenador do projeto, Sérgio Reimol, esta edição foi uma das mais procuradas deste ano. “A maior que tivemos foi em Maria Paula, mas esta aqui tem bastante gente também, o que mostra a nessecidade desses serviços”, ressalta Reimol. O Sábado Cidadão terá uma nova edição dentro de quinze dias, em local ainda a ser confirmado.

Tempo de estudo aumenta o salário, diz pesquisa

Levantamentos revelam relações diretas entre ensino e renda média.

Por Larissa Leiros Baroni

Segundo a pesquisa "Você e o Mercado de Trabalho", da FGV (Fundação Getúlio Vargas), a cada ano de estudo completado o salário dos brasileiros pode subir 15%. Além disso, as chances de arrumar emprego aumentam em 3,3% por ano de estudo finalizado. Os resultados da pesquisa evidenciam as relações entre educação e ascensão social. No entanto, para ampliar as possibilidades de ocupação e renda, é preciso investir além dos Ensinos Fundamental e Médio.
A importância do Ensino Superior, para a pró-reitora de graduação da UFPR (Universidade Federal do Paraná), Maria Amélia Sabbag Zainko, vai muito além do diploma. "A universidade, ainda que capacite tecnicamente os futuros profissionais brasileiros, os preparam para o desenvolvimento social do País por meio da melhor percepção dos problemas que o acercam", diz ela. De acordo com a professora, são essas as características que garantem profissões melhor remuneradas. "Quanto maior o nível de escolaridade maior serão os ganhos", resume ela.
O estudo da FGV comprova isso. Ele indica que a taxa média de ocupação de uma pessoa que nunca estudou, por exemplo, é de 59%. Esse índice sobe para 90% quando se fala de brasileiros com 18 anos de estudo, o que inclui profissionais com mestrado e doutorado. A mesma teoria foi comprovada em relação à média salarial dos brasileiros. Apesar das jornadas de trabalho ser similares, as diferenças salariais podem chegar a R$ 4 mil. Enquanto quem nunca estudou recebe, em média R$ 392,14, aqueles que possuem título de mestre ou doutor ganham, em média, R$ 4.454,69.
O coordenador do Centro de Políticas Sociais da FGV, Marcelo Néri, relata que os dados confirmam o chamado fenômeno de retornos crescentes. "Em geral, pessoas com baixa educação ficam presas à armadilha de que estudar pouco é suficiente. Isso é um equivoco", afirma o coordenador. Segundo ele, para alcançar altos retornos, é preciso percorrer toda a trajetória educacional. As maiores taxas de retorno da educação, segundo o coordenador, estão nas regiões com maior escassez de mão-de-obra qualificada. "No Nordeste, por exemplo, o índice de retorno é de 17% a cada ano de estudo. Já no Sul - região com o número maior de pessoas educadas - a média é de 12%", exemplifica.
Neri aponta a educação como principal porta de entrada para as classes de rendas mais altas. Mas, na opinião dele, a vantagem comparativa ainda está no Ensino Superior. "O acesso às universidades brasileiras é mais restrito do que em outros países da América Latina", afirma ele. Enquanto a taxa média de estudantes de 18 a 24 anos integrados ao sistema de educação superior na América Latina e no Caribe é de 24%, o Brasil mantém apenas 13,2% da população jovem na graduação. "Isso explica parte da desigualdade social no País", explica ele.
A ascensão social, no entanto, não está vinculada exclusivamente à renda. De acordo com a coordenadora do programa de pós-graduação em Sociologia da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), Maria da Glória Bonelli, a mobilidade social também está relacionada ao grau de escolaridade e a ocupação do cidadão. "Dinheiro representa apenas condição de conforto, o prestígio na sociedade também pressupõe reconhecimento", explica a socióloga.
Fatores históricos
Ainda que o Ensino Superior seja significativo, o coordenador da FGV acredita que o retorno da educação representa duas corridas paralelas. De um lado, o número maior de brasileiros com acesso às escolas, com conseqüente aumento na oferta de profissionais qualificados. Do outro, maior demanda de mão-de-obra especializada por parte de empresas. "Nos anos 60, a corrida entre oferta e demanda de educação foi vencida pela demanda. O que justifica o fortíssimo aumento da desigualdade social no País. Já nos últimos sete anos, o sinal foi oposto: a oferta educacional tem vencido a demanda", explica Neri.
A história brasileira, de acordo com a coordenadora do programa de pós-graduação em Sociologia da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), Maria da Glória Bonelli, também contribuiu para que a educação se tornasse potencial de acumulo de dinheiro, prestígio e posição. "A mobilidade na pirâmide social sofreu grandes transformações no decorrer dos anos, mas o fator que impulsionou essas transições sempre foi o Ensino Superior", afirma ela. "Na década de 70, por exemplo, a mobilidade social foi representada pelo fenômeno inter-geracional (de pai para filho). Com a urbanização do País, a corrida por profissionais qualificados foi grande. No entanto, apenas os filhos daqueles que já pertenciam aos grupos do topo da pirâmide tinham condições de freqüentar os bancos acadêmicos", conta a socióloga.
Com a expansão do setor no Brasil, no entanto, a mobilidade social mudou. "Como a industrialização não seguiu o ritmo da década de 70, a transição passou a ser circular", afirma Maria da Glória. Ou seja, para conseguir uma vaga no mercado de trabalho é preciso que alguém se aposente ou seja demitido. Segundo ela, a mudança também tem refletido no papel do Ensino Superior. A graduação, na opinião dela, é um requisito para que o brasileiro mantenha sua posição em relação ao topo da pirâmide social, sem se afastar ainda mais do ápice.
O acesso ao Ensino Superior, de acordo com Maria Amélia, também foi impulsionado pelas políticas governamentais de distribuição de renda e de atendimento. "Ações como Bolsa Família, por exemplo, ajudam a nivelar as oportunidades e diminuir desigualdades sociais. Elas propiciaram maior mobilidade entre classes B e C", aponta a pró-reitora da UFPR. Neri concorda. "Mesmo que ainda não seja suficiente, há programas que incentivam a inclusão de jovens de baixa renda na graduação, como o ProUni (Programa Universidade para Todos)", cita o coordenador da FGV.
A iniciativa já contribuiu inclusive para a ascensão social de muitos brasileiros, segundo aponta estudo encomendado pelo MEC (Ministério da Educação). A pesquisa indica que, para 80% dos profissionais formados com bolsas integrais do ProUni, o mercado de trabalho se abriu. "O nível de empregabilidade desses bolsistas aumentou 24%. A expansão foi ainda maior nas regiões Norte e Centro-Oeste, que registraram índice de crescimento de 33%", conta a diretora de Políticas e Programas de Graduação do MEC, Paula Branco de Mello, que aponta que 61% dos profissionais empregados atuam na área de formação. A pesquisa também comprovou que 68% dos beneficiados apresentaram aumento da renda familiar. Na região Nordeste, o índice foi de 70% e no Sul, 69%.
Por outro lado, a democratização do acesso, segundo Maria da Glória, diminui os privilégios proporcionados pelo Ensino Superior. "Quanto mais profissionais, maior a necessidade de partilhar o bolo de empregos e clientes", relata a socióloga. No entanto, a concorrência deveria estimular investimentos maiores na educação. "Para ganhar destaque, não se pode ficar restrito ao Ensino Superior", aconselha a professora da UFSCar. Os profissionais em busca de ascensão social, segundo Maria da Glória, precisam dominar idiomas estrangeiros, conhecer tecnologias da informação e até investir em pós-graduações.
Novas mudanças
Apesar de reconhecer o valor de ações afirmativas, como o ProUni, Maria Amélia acredita que elas possam causar dependência e emperrar o desenvolvimento dos beneficiados. "Bolsa não é trabalho, mas é um dos meios de acabar com a desigualdade no Brasil. Mas é preciso preparar as pessoas para que possam usufruir do seu trabalho", alerta ela.
A possível dependência dos benefícios, de acordo com Paula, foi desmistificada com a experiência dos próprios bolsistas. De acordo com os números do MEC, dos profissionais formados por intermédio do ProUni, 97% se mostraram motivados a seguir os estudos e embarcar na especialização, mestrado ou doutorado. "Além disso, o programa também serviu como instrumento motivador para a própria família", destaca a diretora do MEC, que aponta que oito de cada dez entrevistados dizem que a formação deles motiva e incentiva familiares a começar ou prosseguir nos estudos.
O grande desafio, para o coordenador da FGV, é conciliar a expansão do acesso à Educação Superior com a qualidade do ensino. "O consenso de que educação é o caminho para a transformação do Brasil já pode ser considerado um grande avanço em direção a esse objetivo", acredita ele. Segundo o coordenador, o PDE (Plano de Desenvolvimento Educacional) é um exemplo de que realmente há uma mudança de atitude na política social brasileira. "Se atingirmos as metas estabelecidas para 2021 já seremos um País muito melhor", garante.
Além disso, Neri aposta na construção de um bom sistema de crédito educativo. "Se o ensino gera diferencial, significa que as pessoas têm condições de obter financiamento e, depois de formada, pagar esse empréstimo para que outros usufruam do mesmo benefício", afirma. Para ele, o Fies (Programa de Financiamento Estudantil) não é suficiente. "É preciso pensar em soluções mais gerais, principalmente em relação à taxa de pagamento médio. Enquanto o Brasil se aproxima de zero, o Chile mantém índices próximos a 100%", compara o coordenador. "A economia do futuro será comandada pelos jovens de hoje. Portanto, temos que olhar para eles como parte da solução", afirma ele.
Prêmio Educacional por Estado - 2007
Taxa de ocupação / Salário
1 SC 73,80 DF 1878,71
2 PR 72,42 SP 1172,53
3 RS 72,14 SC 1100,45
4 TO 71,22 RJ 1094,12
5 PI 71,14 PR 1031,90
6 MS 71,09 AC 987,71
7 GO 69,17 RS 968,41
8 MT 69,15 MS 954,63
9 MG 69,11 MT 914,78
10 MA 68,05 GO 912,82
11 RR 67,75 RO 909,89
12 SP 67,46 AP 893,29
13 ES 67,08 ES 884,93
14 RO 66,21 AM 867,06
15 CE 66,21 MG 817,43
16 AC 66,09 RR 789,43
17 DF 65,74 TO 731,89
18 SE 65,45 PA 720,29
19 BA 65,14 AL 652,78
20 RN 65,00 RN 647,76
21 PA 63,24 SE 645,08
22 RJ 62,92 PB 609,69
23 PB 61,70 PE 596,93
24 AP 61,40 BA 579,93
25 PE 60,45 MA 554,26
26 AL 59,47 CE 529,76
27 AM 58,85 PI 490,25
Média 67,04 925,21
Fonte: CPS/FGV a partir dos microdados da PNAD/IBGE (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas)

São Gonçalo entrega mais 400 uniformes para alunos do ProJovem

O secretário de Desenvolvimento Social de São Gonçalo, Adolpho Konder, entregou nesta quinta-feira, dia 4, mais 400 uniformes para os alunos do ProJovem Urbano, programa do Governo Federal com a Prefeitura. Além das camisas, os estudantes dos Cieps 250 (Gradim) e 437 (Neves) também receberam carteirinhas e as declarações para solicitarem o RioCard no Terminal Rodoviário João Goulart, em Niterói.

Nesta sexta-feira, dia 5, será a vez dos estudantes das escolas municipais Aurelina, no bairro Amendoeira, e Célia Pereira, em Santa Izabel, receberem os uniformes. No total, a Secretaria vai distribuir 3 mil camisas para os alunos que estão cursando o Ensino Fundamental.  

O RioCard foi uma conquista da Secretaria de Desenvolvimento Social do município para evitar a evasão escolar, já que pelo convênio com o Governo Federal, a Prefeitura é responsável por oferecer a bolsa auxílio de R$100 por mês, carteirinha e uniformes.

Adolpho Konder afirmou que o maior desafio do município é qualificar os moradores da cidade para disputarem as vagas no Complexo Petroquímico da Petrobras, que será inaugurado em Itaboraí.

– Com a abertura da refinaria serão abertas 220 mil vagas diretas e indiretas.  Somente as pessoas capacitadas terão a oportunidade de conseguir um emprego. E para isso precisarão do Ensino Fundamental completo – ressaltou o secretário.

O ProJovem Urbano atende a 3 mil alunos de 18 a 29 anos, em 16 núcleos da cidade. No curso, que tem duração de 18 meses, os estudantes concluem o Ensino Fundamental, aprendem Inglês e Informática, além de conhecimentos de Telemática, Vestuário, Alimentação ou Construção e Reparo.


Fonte: Assessoria de Comunicação - SMDS

São Gonçalo entrega cartões de gratuidade aos idosos

A Prefeitura de São Gonçalo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, entregou quinta-feira, dia 4, 85 passes livres aos idosos do

 município, na sede da secretaria no anexo da prefeitura, em Alcântara. No próximo dia 26, às 17h, será distribuído o milésimo passe livre aos maiores de 65 anos, durante o Baile da 3ª Idade, que também acontecerá em Alcântara. De março até junho, 779 cartões de gratuidade foram entregues aos idosos.

 

O próprio secretário de Desenvolvimento Social, Adolpho Konder, entregou os cartões que garantem gratuidade aos idosos no transporte público intermunicipal. Até o ano passado, os beneficiados precisavam se deslocar até Niterói para adquirir o passe livre.

 

– O secretário, com o aval da prefeita Aparecida Panisset, conseguiu fazer com que os passes livres para os idosos de São Gonçalo fossem distribuídos na cidade. Esta foi uma de suas prioridades desde que assumiu o cargo há cinco meses – afirma o coordenador do Programa do Passe Livre no município, Carlos Chagas.

 

No dia 26 deste mês, a secretaria vai atingir a marca de 1000 cartões de gratuidade entregues na cidade. Para Adolpho Konder, este dia vai representar o resgate da auto-estima para os idosos.

 

– Estamos garantindo mais qualidade de vida e proporcionando dignidade para estes cidadãos. O Baile da 3ª Idade será mais um momento de integração com a sociedade – destaca o secretário.

 

A moradora do bairro Mutondo, Lucy Machado Borges, de 76 anos, foi uma das beneficiadas com o cartão de gratuidade.

 

– É ótimo poder adquirir este benefício aqui na minha cidade. Agora ficou muito mais fácil, já que antes tinha que ir até Niterói e enfrentar filas para conseguir o passe livre – contou Lucy.


Fonte: Assessoria de Comunicação SMDS


PRINCIPAIS PONTOS DA OIT

04/06/09
1- Neste primeiro dia oficial de Conferência fiz um resumo da fala do Diretor Geral da OIT: Não há empresas privadas sem o Estado; Devemos aprofundar o debate a garantir o Direito de Propriedade; O Estado deve regular as relações entre o Capital e o Trabalho; Devemos responder de forma urgente a crise e isso depende de uma forte mediação social; As desigualdades estão piorando no mundo;A crise não pode interferir na Agenda do Trabalho Decente; Não pode haver desenvolvimento sem uma sólida política de trabalho decente;Os Organismos Internacionais como a OIT estão contextualizados com a Crise? Estão preparados para estruturar respostas rápidas? A Crise precisa ser resolvida com valores, compromissos e AÇÃO; A responsabilidade para combater a crise deve ser coletiva: Governos, Empregadores e Trabalhadores;Ainda faltam 14 paises para ratificar a convenção que combate o Trabalho Infantil; Como lidar com uma Economia Global? A Ausência de estratégias de Proteção Social para o Trabalhador é um sério problema; Economia Global se articula com Justiça e Equidade?Em 2009 o mundo já perdeu 49 milhões de empregos e é preciso gerar 300 milhões até 2015. Estamos atrasados e isso compromete o trabalho das metas do milênio; A Pobreza e o emprego informal não param de crescer; Para a OIT só haverá sucesso econômico com sucesso de uma Política Global de Proteção Social;Há uma crise de Proteção Social e os lideres mundiais não estão percebendo isto; A falta de emprego e de Proteção Social multiplica a violência e as crises políticas atingindo a democracia; O mundo deve fazer um Pacto Global pelo Emprego;O compromisso pelo Trabalho deve ser Coletivo; As Mulheres e os Jovens estão sendo muito prejudicados com a crise do emprego.
2- Estas foram as principais observações que anotei na cerimônia de abertura, mas tenho conversado com muita gente e de fato existe um hiato entre o Debate de proteção Social e a geração de empregos. Se antes a questão do emprego não estava se articulando com a questão social, hoje estas questões devem se somar. Na verdade a OIT resgata o conceito Porta de Saída que no Brasil ainda é pouco compreendido.
3- Não se quer explusar as pessoas da Proteção Social e sim criar condições para a Empregabilidade necessária.
4- Ainda teremos muitos dias de debates, mas estas questões me chamaram atenção e achei que valia a pena compartilhar com vocês.
5- Temas que no mundo e em particular no Brasil precisam ser enfrentados.
6- Mas é fundamental pensar estratégias que fortalecam a idéia de empregabilidade ampliada.
7- Me parece que a gestão das políticas de proteção sociais nao interage com a gestão das políticas de empregabilidade. Vale pensar.


MARCELO GARCIA
PRESIDENTE DO CONGEMAS

Alunos do ProJovem em São Gonçalo recebem uniformes e RioCard


O secretário de Desenvolvimento Social de São Gonçalo, Adolpho Konder, cumpriu o anúncio que fez durante a última entrega de uniformes e carteirinhas aos estudantes do ProJovem Urbano, programa do Governo Federal em parceria com a Prefeitura. No dia 26, ele havia prometido que os estudantes teriam direito ao RioCard e no dia 2, em mais uma visita às salas de aula, entregou a declaração para solicitarem o benefício no Terminal Rodoviário João Goulart, no Centro de Niterói. 

O benefício do RioCard foi uma conquista da Secretaria de Desenvolvimento Social do município para evitar a evasão escolar, já que pelo convênio com o governo federal, a Prefeitura é responsável por oferecer somente a bolsa auxílio de R$100 por mês, carteirinha e uniformes. A visita aconteceu nas escolas municipais Estephânia de Carvalho, no Laranjal; Jornalista Alberto Torres, no Rocha, e na Escola Municipalizada de Guaxindiba.

“O município tem hoje um grande potencial na geração de emprego e renda, já que com a chegada da refinaria serão abertas 220 mil vagas diretas e indiretas.  Vocês precisam estar preparados para ocuparem essas oportunidades de emprego que irão surgir em São Gonçalo e Itaboraí”, disse o secretário aos alunos, para depois concluir:

“Sei que é difícil para muitos estarem aqui estudando nesse horário, já que alguns deixam seus filhos em casa, mas esse esforço é em favor do seu futuro”.

O principal objetivo do programa é trazer de volta para a sala de aula, jovens que por  algum motivo, foram obrigados a interromperem seu processo de aprendizagem. Por isso, o secretário fez questão de distribuir as camisas, carteirinhas e também a declaração para adquirirem o RioCard, para lembrar aos jovens a importância da qualificação profissional, como principal meta para alcançar objetivos. 

“Com essa oportunidade eu posso voltar a sonhar. Agora tenho uma perspectiva de vida”, disse a aluna Lidiane da Silva, de 24 anos, que cursa a 5ª série e recebeu das mãos do secretário o material para frequentar as aulas.

O ProJovem Urbano atende a 3 mil alunos de 18 a 29 anos, em 16 núcleos da cidade. No curso, que tem duração de 18 meses, os estudantes concluem o Ensino Fundamental, aprendem Inglês e Informática, além de conhecimentos de Telemática, Vestuário, Alimentação ou Construção e Reparo.

Trecho de um poema lido na celebração inter-religiosa realizada na Catedral de Notre Dame pelos passageiros do vôo 447 da Air France.

Poema “Passos sobre a areia” de Ademar de Barros, poeta brasileiro:


Uma noite, eu tive um sonho,

Eu caminhava pela praia, lado a lado com o Senhor, deixando uma dupla pegada na areia, a minha e a do Senhor.

Veio-me a idéia – era um sonho – de que cada um dos meus passos representava um dia da minha vida. (…) Mas observei que em certos lugares em vez de duas pegadas, havia apenas uma. Então, dirigindo-me ao Senhor, ousei repreendê-Lo:

“O Senhor nos havia no entanto prometido de estar conosco todos os dias!

Por que não cumpristes a vossa promessa?

Por que me deixastes sozinho no pior momento da minha vida?

Nos dias em que eu mais precisava da vossa presença.”

Mas o Senhor me respondeu:“Meu amigo, os dias em que tu vês uma única marca de passos sobre a areia, são os dias em que Eu te carreguei.”

SP: metodistas salvam almas nos subterrâneos

No bairro da Liberdade, uma porta aberta para dentro de um viaduto se transformou numa saída, numa chance para quem não tem mais nada.

O Jornal Nacional está apresentando, nesta semana, uma série de reportagens sobre o trabalho social de igrejas evangélicas que atuam no Brasil. Nesta quarta, você vai conhecer o trabalho dos metodistas nos subterrâneos da nossa maior cidade. Eles estão lá, mas pouca gente vê ou quer ver. Vidas estacionadas nas calçadas, presas no beco escuro da indiferença. “A cidade trata como quem não tem mais chance. Eles olham e falam: ‘Aquele não tem mais jeito’”. É um caminho que parece não ter volta. Viver na rua transforma a vida das pessoas por fora e também por dentro. Sensações de raiva, angustia, fome, medo vão se multiplicando. A prefeitura de São Paulo estima que 12 mil pessoas vivam dessa forma, numa espécie de prisão a céu aberto, nas ruas da cidade. Pois quis a ironia que justamente no bairro da Liberdade, uma porta aberta para dentro de um viaduto se transformasse numa saída, numa chance para quem não tem mais nada.

A escada leva para uma espécie de oásis urbano, repleto de desencontros. “Meu nome é Edileusa Maria de Lima”. “Sou aqui de São Paulo e quero que minha família venha me procurar”. “Estou procurando um primo meu de Minas Gerais”.

Uma chuveirada que revigora. Um tanque para lavar as roupas. Um ferro para passar. Um lugar para trocar a dureza do cimento pelo conforto de um travesseiro.

“Por enquanto, o meu endereço é o armário 59 e daqui a pouco pode ser uma outra coisa melhor. Esse barulho da rua é um terror”, disse o auxiliar de serviços gerais Paulo César Oliveira.

“Quando a pessoa está perdida, ela precisa de um gesto, de alguém que estenda a mão, que demonstre o amor de Cristo de forma prática. É essa fé que nos faz olhar para essa pessoa e entender que ele foi criado a imagem e semelhança de Deus. Se não fosse a fé, não estaríamos aqui”, declarou Marcos Antonio Garcia, pastor da Igreja Metodista.

Esta é fé dos evangélicos da Igreja Metodista, fundada em Londres, no século XVIII. Ela chegou ao Brasil em 1835 e hoje tem 341 mil fiéis. Os Metodistas são conhecidos por serem missionários, por considerarem que o mundo é a sua paróquia e por não perderem a esperança nas pessoas.

“A fé em ação transforma muita coisa, essa é uma crença de quem está nesses trabalhos e essa é uma crença importante porque acaba tendo uma interferência na vida dos indivíduos”, explicou a antropóloga Christina Vital da Cunha, do Instituto de Estudos da Religião.

Quem acreditaria no vigia Antônio José de Souza, afundado nas drogas, alcoólatra, abandonado pela família, mendigando nas ruas uma chance de sobreviver?

“Eu falei assim: ‘Eu posso entrar para tomar um copo de água?’. E ele carinhosamente abriu a porta. Nessa hora, o chão parece que se abre. Essa porta aqui foi o começo de uma vida”.

Antônio foi recebido no abrigo pelo ex-capitão Luiz Pereira de Souza. Condenado a 43 anos de cadeia por assassinato. Diz que conheceu a fé na prisão.

“Dia 15 de dezembro de 95 entrei em pânico e disse que não ficaria mais um dia. Eu lembro da data, porque nesse dia eu tive uma experiência com Deus, em que eu vi Jesus me abraçando e ali pude mudar a minha vida”.

Sem esperar, ganhou um indulto depois de cumprir 14 anos de pena.

“Quando eu vi o documento, estava lá: ex-sentenciado Luis Wilson Pereira de Souza está perdoado de todo o restante da sua pena, pode ir para casa. Nessa hora, desabei, comecei a chorar, e só falava uma coisa: ‘Deus é fiel, Deus é fiel, Deus é fiel’”.

De ex-detento, o antigo capitão passou a ser salvador de almas. Luis deu a Antônio o conforto e a chance de que ele precisava. Mudança iluminada: do esquecimento das ruas para uma vida intensa.

Neste mesmo templo, o ex-mendigo se casou com Tereza, também moradora de rua. Tiveram uma filha, conseguiu trabalho e uma vaga no hotel social da prefeitura. A improvável família sabe exatamente que nome dar para o que lhes aconteceu. “Nós três aqui somos um milagre”, afirmou Antônio.

São 38 anos vivendo na rua. Bastaram três conhecendo a compaixão dos metodistas para que Antônio e Tereza recuperassem a dignidade.

“Eu cheguei a dormir na 23 de maio, naqueles buracos que tem na 23. Hoje, eu moro na Brigadeiro Luis Antonio, Bela Vista”.

Nesta quinta, a gente vai mostrar o trabalho dos batistas e dos adventistas com crianças do Rio de Janeiro.

Fonte: Jornal Nacional (http://globo.com/jornalnacional).


Batistas e adventistas ajudam crianças pobres

Os Batistas são hoje no Brasil 1,5 milhão de fiéis, que frequentam cultos em 7,5 mil templos. Conheça a Associação Evangélica Resgate e Ame, que ajuda crianças de rua a ter um futuro.

O atendimento a crianças é o tema da série especial que o Jornal Nacional está mostrando essa semana sobre o trabalho social de algumas das muitas igrejas evangélicas do Brasil. Nesta quinta-feira, vamos conhecer a ação dos adventistas e dos batistas. O que pode acontecer quando alguém decide, simplesmente, ajudar? Estender a mão para quem precisa. Jovens demais para ter lembranças que só existem em sonhos. O da menina, esta noite, foi com a mãe, com quem não pode mais morar. “A mãe de verdade é bem melhor do que o sonho, porque ela é real. Não estou com ela porque a gente não se deu bem”, a menina conta.
Em uma rua especial, onde casas em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, moram meninos e meninas que foram retirados da guarda dos pais por ordem da Justiça. Crianças que viviam largadas nas ruas, pedindo dinheiro nos sinais de trânsito, sofrendo todo o tipo de violência. Para dezenas de crianças que pareciam não ter futuro, este é seu novo endereço: a Associação Evangélica Resgate e Ame, que poderia muito bem ser chamada de Rua da Esperança ou da Salvação. Hoje, o abençoado pão de cada dia vem pelas mãos dos integrantes da Igreja Batista Brasileira, uma das várias igrejas que derivam da Igreja Batista, fundada no século XVII na Inglaterra. Os Batistas são hoje no Brasil 1,5 milhão de fiéis, que frequentam cultos em 7,5 mil templos. É uma grande família unida pela fé, que tem suas regras. Escola, todos os dias. Depois dos estudos, almoço, aulas de reforço, de música e de dança. Não tinham futuro, hoje sonham até com a universidade. Simone é uma das poucas mães que aparecem por aqui. A filha dela sabe que a esperança de reunir a família de novo está no abrigo. “Eu me mantendo aqui dentro. Vai ser melhor para ela, porque quando eu sair, eu vou ajudá-la, porque, se eu não ficar aqui, eu não vou ter futuro. Quero ser advogada, eu quero defender os direitos das pessoas”, revela Bruna Ferreira, de 13 anos. A rua encantada construída com o cimento da fé no evangelho só existe graças à assistente social Gislaine Monteiro Freitas, coordenadora do REAME. Vinda também de família muito pobre, começou dando atenção e carinho a crianças de rua em um banco de praça. “Tudo começou de forma despretensiosa. Apenas uma rua, mas a coisa foi chegando e a gente conseguiu comprar uma rua para as crianças, uma rua sem sofrimento”, afirma Gislaine. Em uma favela do Rio, seguidores do Evangelho viraram pescadores de crianças mergulhadas na vida violenta do bairro. A função do Centro Adventista de Desenvolvimento Comunitário é ensinar a palavra de Deus e fazer sorrir, por dentro e por fora. A Igreja Adventista foi criada nos Estados Unidos no século XIX e tem hoje no Brasil 1,2 milhão de fiéis. Guardam o sábado para atividades religiosas e valorizam as coisas da natureza. Alimento saudável, sem agrotóxico para as crianças, no segundo almoço do dia. Tem jeito de escola, mas o centro mais parece uma grande gincana, que começa aos 7 anos de idade e vai até os 15, com jogos, brincadeiras e música. Resultado? “Esse lugar é muito gostoso de ficar”, diz uma das crianças. “Mudou muita coisa em mim. Antigamente, eu não sabia contas na escola e depois que fui aprendendo aqui, estou na sétima série e indo em frente”, conta Vinícius, de 14 anos. A transformação que acontece na vida de uma criança não é pequena. São mudanças no corpo e na alma. Há cinco anos, quando o projeto começou, a principal resposta para a pergunta ‘o que você quer ser quando crescer?’ era ‘bandido’. Hoje, bom hoje. “Bombeiro”. “Trabalhar na Aeronáutica”. “Pediatra”. “Médico, para salvar as pessoas da dengue”. O centro começou com uma sala pequena. Hoje, já são 180 vagas para uma comunidade com sede de oportunidade. “Para muitos deles, se não fosse essa ação social religiosa evangélica, talvez não tivessem acesso a esses programas e serviços”, explica Gislaine. Agora outras 500 crianças esperam por uma chance de crescer no rumo do bem, pelas mãos de quem vive na prática os ensinamentos de Jesus. “No mundo de dimensões tão grandes, a gente vê que a gente pode proporcionar uma perspectiva de vida melhor para uma pessoa fazendo tão pouco. Elas têm certeza de que podem ser alguém melhor. Tem uma passagem em Apocalipse que diz o seguinte: não mais ranger de dentes, não mais pranto, nem dor. Aqui é lugar de gente feliz, lugar de sorrir, lugar de esperança”, conclui Glauciete da Cruz Batista, coordenadora do Centro Adventista.
Fonte: Jornal Nacional (http://globo.com/jornalnacional).