SÁBADO CIDADÃO ATENDE 3 MIL PESSOAS NO CAPOTE, EM SÃO GONÇALO
Tempo de estudo aumenta o salário, diz pesquisa
Por Larissa Leiros Baroni
A importância do Ensino Superior, para a pró-reitora de graduação da UFPR (Universidade Federal do Paraná), Maria Amélia Sabbag Zainko, vai muito além do diploma. "A universidade, ainda que capacite tecnicamente os futuros profissionais brasileiros, os preparam para o desenvolvimento social do País por meio da melhor percepção dos problemas que o acercam", diz ela. De acordo com a professora, são essas as características que garantem profissões melhor remuneradas. "Quanto maior o nível de escolaridade maior serão os ganhos", resume ela.
O estudo da FGV comprova isso. Ele indica que a taxa média de ocupação de uma pessoa que nunca estudou, por exemplo, é de 59%. Esse índice sobe para 90% quando se fala de brasileiros com 18 anos de estudo, o que inclui profissionais com mestrado e doutorado. A mesma teoria foi comprovada em relação à média salarial dos brasileiros. Apesar das jornadas de trabalho ser similares, as diferenças salariais podem chegar a R$ 4 mil. Enquanto quem nunca estudou recebe, em média R$ 392,14, aqueles que possuem título de mestre ou doutor ganham, em média, R$ 4.454,69.
O coordenador do Centro de Políticas Sociais da FGV, Marcelo Néri, relata que os dados confirmam o chamado fenômeno de retornos crescentes. "Em geral, pessoas com baixa educação ficam presas à armadilha de que estudar pouco é suficiente. Isso é um equivoco", afirma o coordenador. Segundo ele, para alcançar altos retornos, é preciso percorrer toda a trajetória educacional. As maiores taxas de retorno da educação, segundo o coordenador, estão nas regiões com maior escassez de mão-de-obra qualificada. "No Nordeste, por exemplo, o índice de retorno é de 17% a cada ano de estudo. Já no Sul - região com o número maior de pessoas educadas - a média é de 12%", exemplifica.
Neri aponta a educação como principal porta de entrada para as classes de rendas mais altas. Mas, na opinião dele, a vantagem comparativa ainda está no Ensino Superior. "O acesso às universidades brasileiras é mais restrito do que em outros países da América Latina", afirma ele. Enquanto a taxa média de estudantes de 18 a 24 anos integrados ao sistema de educação superior na América Latina e no Caribe é de 24%, o Brasil mantém apenas 13,2% da população jovem na graduação. "Isso explica parte da desigualdade social no País", explica ele.
A ascensão social, no entanto, não está vinculada exclusivamente à renda. De acordo com a coordenadora do programa de pós-graduação em Sociologia da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), Maria da Glória Bonelli, a mobilidade social também está relacionada ao grau de escolaridade e a ocupação do cidadão. "Dinheiro representa apenas condição de conforto, o prestígio na sociedade também pressupõe reconhecimento", explica a socióloga.
Ainda que o Ensino Superior seja significativo, o coordenador da FGV acredita que o retorno da educação representa duas corridas paralelas. De um lado, o número maior de brasileiros com acesso às escolas, com conseqüente aumento na oferta de profissionais qualificados. Do outro, maior demanda de mão-de-obra especializada por parte de empresas. "Nos anos 60, a corrida entre oferta e demanda de educação foi vencida pela demanda. O que justifica o fortíssimo aumento da desigualdade social no País. Já nos últimos sete anos, o sinal foi oposto: a oferta educacional tem vencido a demanda", explica Neri.
A história brasileira, de acordo com a coordenadora do programa de pós-graduação em Sociologia da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), Maria da Glória Bonelli, também contribuiu para que a educação se tornasse potencial de acumulo de dinheiro, prestígio e posição. "A mobilidade na pirâmide social sofreu grandes transformações no decorrer dos anos, mas o fator que impulsionou essas transições sempre foi o Ensino Superior", afirma ela. "Na década de 70, por exemplo, a mobilidade social foi representada pelo fenômeno inter-geracional (de pai para filho). Com a urbanização do País, a corrida por profissionais qualificados foi grande. No entanto, apenas os filhos daqueles que já pertenciam aos grupos do topo da pirâmide tinham condições de freqüentar os bancos acadêmicos", conta a socióloga.
Com a expansão do setor no Brasil, no entanto, a mobilidade social mudou. "Como a industrialização não seguiu o ritmo da década de 70, a transição passou a ser circular", afirma Maria da Glória. Ou seja, para conseguir uma vaga no mercado de trabalho é preciso que alguém se aposente ou seja demitido. Segundo ela, a mudança também tem refletido no papel do Ensino Superior. A graduação, na opinião dela, é um requisito para que o brasileiro mantenha sua posição em relação ao topo da pirâmide social, sem se afastar ainda mais do ápice.
O acesso ao Ensino Superior, de acordo com Maria Amélia, também foi impulsionado pelas políticas governamentais de distribuição de renda e de atendimento. "Ações como Bolsa Família, por exemplo, ajudam a nivelar as oportunidades e diminuir desigualdades sociais. Elas propiciaram maior mobilidade entre classes B e C", aponta a pró-reitora da UFPR. Neri concorda. "Mesmo que ainda não seja suficiente, há programas que incentivam a inclusão de jovens de baixa renda na graduação, como o ProUni (Programa Universidade para Todos)", cita o coordenador da FGV.
A iniciativa já contribuiu inclusive para a ascensão social de muitos brasileiros, segundo aponta estudo encomendado pelo MEC (Ministério da Educação). A pesquisa indica que, para 80% dos profissionais formados com bolsas integrais do ProUni, o mercado de trabalho se abriu. "O nível de empregabilidade desses bolsistas aumentou 24%. A expansão foi ainda maior nas regiões Norte e Centro-Oeste, que registraram índice de crescimento de 33%", conta a diretora de Políticas e Programas de Graduação do MEC, Paula Branco de Mello, que aponta que 61% dos profissionais empregados atuam na área de formação. A pesquisa também comprovou que 68% dos beneficiados apresentaram aumento da renda familiar. Na região Nordeste, o índice foi de 70% e no Sul, 69%.
Por outro lado, a democratização do acesso, segundo Maria da Glória, diminui os privilégios proporcionados pelo Ensino Superior. "Quanto mais profissionais, maior a necessidade de partilhar o bolo de empregos e clientes", relata a socióloga. No entanto, a concorrência deveria estimular investimentos maiores na educação. "Para ganhar destaque, não se pode ficar restrito ao Ensino Superior", aconselha a professora da UFSCar. Os profissionais em busca de ascensão social, segundo Maria da Glória, precisam dominar idiomas estrangeiros, conhecer tecnologias da informação e até investir em pós-graduações.
Novas mudanças
Apesar de reconhecer o valor de ações afirmativas, como o ProUni, Maria Amélia acredita que elas possam causar dependência e emperrar o desenvolvimento dos beneficiados. "Bolsa não é trabalho, mas é um dos meios de acabar com a desigualdade no Brasil. Mas é preciso preparar as pessoas para que possam usufruir do seu trabalho", alerta ela.
A possível dependência dos benefícios, de acordo com Paula, foi desmistificada com a experiência dos próprios bolsistas. De acordo com os números do MEC, dos profissionais formados por intermédio do ProUni, 97% se mostraram motivados a seguir os estudos e embarcar na especialização, mestrado ou doutorado. "Além disso, o programa também serviu como instrumento motivador para a própria família", destaca a diretora do MEC, que aponta que oito de cada dez entrevistados dizem que a formação deles motiva e incentiva familiares a começar ou prosseguir nos estudos.
O grande desafio, para o coordenador da FGV, é conciliar a expansão do acesso à Educação Superior com a qualidade do ensino. "O consenso de que educação é o caminho para a transformação do Brasil já pode ser considerado um grande avanço em direção a esse objetivo", acredita ele. Segundo o coordenador, o PDE (Plano de Desenvolvimento Educacional) é um exemplo de que realmente há uma mudança de atitude na política social brasileira. "Se atingirmos as metas estabelecidas para 2021 já seremos um País muito melhor", garante.
Além disso, Neri aposta na construção de um bom sistema de crédito educativo. "Se o ensino gera diferencial, significa que as pessoas têm condições de obter financiamento e, depois de formada, pagar esse empréstimo para que outros usufruam do mesmo benefício", afirma. Para ele, o Fies (Programa de Financiamento Estudantil) não é suficiente. "É preciso pensar em soluções mais gerais, principalmente em relação à taxa de pagamento médio. Enquanto o Brasil se aproxima de zero, o Chile mantém índices próximos a 100%", compara o coordenador. "A economia do futuro será comandada pelos jovens de hoje. Portanto, temos que olhar para eles como parte da solução", afirma ele.
São Gonçalo entrega mais 400 uniformes para alunos do ProJovem
O secretário de Desenvolvimento Social de São Gonçalo, Adolpho Konder, entregou nesta quinta-feira, dia 4, mais 400 uniformes para os alunos do ProJovem Urbano, programa do Governo Federal com a Prefeitura. Além das camisas, os estudantes dos Cieps 250 (Gradim) e 437 (Neves) também receberam carteirinhas e as declarações para solicitarem o RioCard no Terminal Rodoviário João Goulart, em Niterói.
Nesta sexta-feira, dia 5, será a vez dos estudantes das escolas municipais Aurelina, no bairro Amendoeira, e Célia Pereira, em Santa Izabel, receberem os uniformes. No total, a Secretaria vai distribuir 3 mil camisas para os alunos que estão cursando o Ensino Fundamental.
O RioCard foi uma conquista da Secretaria de Desenvolvimento Social do município para evitar a evasão escolar, já que pelo convênio com o Governo Federal, a Prefeitura é responsável por oferecer a bolsa auxílio de R$100 por mês, carteirinha e uniformes.
Adolpho Konder afirmou que o maior desafio do município é qualificar os moradores da cidade para disputarem as vagas no Complexo Petroquímico da Petrobras, que será inaugurado em Itaboraí.
– Com a abertura da refinaria serão abertas 220 mil vagas diretas e indiretas. Somente as pessoas capacitadas terão a oportunidade de conseguir um emprego. E para isso precisarão do Ensino Fundamental completo – ressaltou o secretário.
O ProJovem Urbano atende a 3 mil alunos de 18 a 29 anos, em 16 núcleos da cidade. No curso, que tem duração de 18 meses, os estudantes concluem o Ensino Fundamental, aprendem Inglês e Informática, além de conhecimentos de Telemática, Vestuário, Alimentação ou Construção e Reparo.
Fonte: Assessoria de Comunicação - SMDS
São Gonçalo entrega cartões de gratuidade aos idosos

A Prefeitura de São Gonçalo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, entregou quinta-feira, dia 4, 85 passes livres aos idosos do
município, na sede da secretaria no anexo da prefeitura, em Alcântara. No próximo dia 26, às 17h, será distribuído o milésimo passe livre aos maiores de 65 anos, durante o Baile da 3ª Idade, que também acontecerá em Alcântara. De março até junho, 779 cartões de gratuidade foram entregues aos idosos.
O próprio secretário de Desenvolvimento Social, Adolpho Konder, entregou os cartões que garantem gratuidade aos idosos no transporte público intermunicipal. Até o ano passado, os beneficiados precisavam se deslocar até Niterói para adquirir o passe livre.
– O secretário, com o aval da prefeita Aparecida Panisset, conseguiu fazer com que os passes livres para os idosos de São Gonçalo fossem distribuídos na cidade. Esta foi uma de suas prioridades desde que assumiu o cargo há cinco meses – afirma o coordenador do Programa do Passe Livre no município, Carlos Chagas.
No dia 26 deste mês, a secretaria vai atingir a marca de 1000 cartões de gratuidade entregues na cidade. Para Adolpho Konder, este dia vai representar o resgate da auto-estima para os idosos.
– Estamos garantindo mais qualidade de vida e proporcionando dignidade para estes cidadãos. O Baile da 3ª Idade será mais um momento de integração com a sociedade – destaca o secretário.
A moradora do bairro Mutondo, Lucy Machado Borges, de 76 anos, foi uma das beneficiadas com o cartão de gratuidade.
– É ótimo poder adquirir este benefício aqui na minha cidade. Agora ficou muito mais fácil, já que antes tinha que ir até Niterói e enfrentar filas para conseguir o passe livre – contou Lucy.
Fonte: Assessoria de Comunicação SMDS

PRINCIPAIS PONTOS DA OIT
MARCELO GARCIA
PRESIDENTE DO CONGEMAS
Alunos do ProJovem em São Gonçalo recebem uniformes e RioCard
O secretário de Desenvolvimento Social de São Gonçalo, Adolpho Konder, cumpriu o anúncio que fez durante a última entrega de uniformes e carteirinhas aos estudantes do ProJovem Urbano, programa do Governo Federal em parceria com a Prefeitura. No dia 26, ele havia prometido que os estudantes teriam direito ao RioCard e no dia 2, em mais uma visita às salas de aula, entregou a declaração para solicitarem o benefício no Terminal Rodoviário João Goulart, no Centro de Niterói.
O benefício do RioCard foi uma conquista da Secretaria de Desenvolvimento Social do município para evitar a evasão escolar, já que pelo convênio com o governo federal, a Prefeitura é responsável por oferecer somente a bolsa auxílio de R$100 por mês, carteirinha e uniformes. A visita aconteceu nas escolas municipais Estephânia de Carvalho, no Laranjal; Jornalista Alberto Torres, no Rocha, e na Escola Municipalizada de Guaxindiba.
“O município tem hoje um grande potencial na geração de emprego e renda, já que com a chegada da refinaria serão abertas 220 mil vagas diretas e indiretas. Vocês precisam estar preparados para ocuparem essas oportunidades de emprego que irão surgir em São Gonçalo e Itaboraí”, disse o secretário aos alunos, para depois concluir:
“Sei que é difícil para muitos estarem aqui estudando nesse horário, já que alguns deixam seus filhos em casa, mas esse esforço é em favor do seu futuro”.
O principal objetivo do programa é trazer de volta para a sala de aula, jovens que por algum motivo, foram obrigados a interromperem seu processo de aprendizagem. Por isso, o secretário fez questão de distribuir as camisas, carteirinhas e também a declaração para adquirirem o RioCard, para lembrar aos jovens a importância da qualificação profissional, como principal meta para alcançar objetivos.
“Com essa oportunidade eu posso voltar a sonhar. Agora tenho uma perspectiva de vida”, disse a aluna Lidiane da Silva, de 24 anos, que cursa a 5ª série e recebeu das mãos do secretário o material para frequentar as aulas.
O ProJovem Urbano atende a 3 mil alunos de 18 a 29 anos, em 16 núcleos da cidade. No curso, que tem duração de 18 meses, os estudantes concluem o Ensino Fundamental, aprendem Inglês e Informática, além de conhecimentos de Telemática, Vestuário, Alimentação ou Construção e Reparo.
Trecho de um poema lido na celebração inter-religiosa realizada na Catedral de Notre Dame pelos passageiros do vôo 447 da Air France.
Poema “Passos sobre a areia” de Ademar de Barros, poeta brasileiro:
Uma noite, eu tive um sonho,
Eu caminhava pela praia, lado a lado com o Senhor, deixando uma dupla pegada na areia, a minha e a do Senhor.
Veio-me a idéia – era um sonho – de que cada um dos meus passos representava um dia da minha vida. (…) Mas observei que em certos lugares em vez de duas pegadas, havia apenas uma. Então, dirigindo-me ao Senhor, ousei repreendê-Lo:
“O Senhor nos havia no entanto prometido de estar conosco todos os dias!
Por que não cumpristes a vossa promessa?
Por que me deixastes sozinho no pior momento da minha vida?
Nos dias em que eu mais precisava da vossa presença.”
Mas o Senhor me respondeu:“Meu amigo, os dias em que tu vês uma única marca de passos sobre a areia, são os dias em que Eu te carreguei.”
SP: metodistas salvam almas nos subterrâneos
Uma chuveirada que revigora. Um tanque para lavar as roupas. Um ferro para passar. Um lugar para trocar a dureza do cimento pelo conforto de um travesseiro.
“Por enquanto, o meu endereço é o armário 59 e daqui a pouco pode ser uma outra coisa melhor. Esse barulho da rua é um terror”, disse o auxiliar de serviços gerais Paulo César Oliveira.
“Quando a pessoa está perdida, ela precisa de um gesto, de alguém que estenda a mão, que demonstre o amor de Cristo de forma prática. É essa fé que nos faz olhar para essa pessoa e entender que ele foi criado a imagem e semelhança de Deus. Se não fosse a fé, não estaríamos aqui”, declarou Marcos Antonio Garcia, pastor da Igreja Metodista.
Esta é fé dos evangélicos da Igreja Metodista, fundada em Londres, no século XVIII. Ela chegou ao Brasil em 1835 e hoje tem 341 mil fiéis. Os Metodistas são conhecidos por serem missionários, por considerarem que o mundo é a sua paróquia e por não perderem a esperança nas pessoas.
“A fé em ação transforma muita coisa, essa é uma crença de quem está nesses trabalhos e essa é uma crença importante porque acaba tendo uma interferência na vida dos indivíduos”, explicou a antropóloga Christina Vital da Cunha, do Instituto de Estudos da Religião.
Quem acreditaria no vigia Antônio José de Souza, afundado nas drogas, alcoólatra, abandonado pela família, mendigando nas ruas uma chance de sobreviver?
“Eu falei assim: ‘Eu posso entrar para tomar um copo de água?’. E ele carinhosamente abriu a porta. Nessa hora, o chão parece que se abre. Essa porta aqui foi o começo de uma vida”.
Antônio foi recebido no abrigo pelo ex-capitão Luiz Pereira de Souza. Condenado a 43 anos de cadeia por assassinato. Diz que conheceu a fé na prisão.
“Dia 15 de dezembro de 95 entrei em pânico e disse que não ficaria mais um dia. Eu lembro da data, porque nesse dia eu tive uma experiência com Deus, em que eu vi Jesus me abraçando e ali pude mudar a minha vida”.
Sem esperar, ganhou um indulto depois de cumprir 14 anos de pena.
“Quando eu vi o documento, estava lá: ex-sentenciado Luis Wilson Pereira de Souza está perdoado de todo o restante da sua pena, pode ir para casa. Nessa hora, desabei, comecei a chorar, e só falava uma coisa: ‘Deus é fiel, Deus é fiel, Deus é fiel’”.
De ex-detento, o antigo capitão passou a ser salvador de almas. Luis deu a Antônio o conforto e a chance de que ele precisava. Mudança iluminada: do esquecimento das ruas para uma vida intensa.
Neste mesmo templo, o ex-mendigo se casou com Tereza, também moradora de rua. Tiveram uma filha, conseguiu trabalho e uma vaga no hotel social da prefeitura. A improvável família sabe exatamente que nome dar para o que lhes aconteceu. “Nós três aqui somos um milagre”, afirmou Antônio.
São 38 anos vivendo na rua. Bastaram três conhecendo a compaixão dos metodistas para que Antônio e Tereza recuperassem a dignidade.
“Eu cheguei a dormir na 23 de maio, naqueles buracos que tem na 23. Hoje, eu moro na Brigadeiro Luis Antonio, Bela Vista”.
Nesta quinta, a gente vai mostrar o trabalho dos batistas e dos adventistas com crianças do Rio de Janeiro.
Fonte: Jornal Nacional (http://globo.com/jornalnacional).