Plaza, Di Santini, Leader e Casa e Video selecionam profissionais

Ainda estamos em setembro, mas o comércio se prepara para registrar o melhor Natal dos últimos tempos. As projeções são traçadas em relação ao volume de dinheiro que será injetado na economia por meio do 13º salário dos trabalhadores. Netbooks e celulares são sempre as vedetes do mercado. Uma boa oportunidade para quem busca o primeiro emprego são as vagas para vendendor neste fim de ano.

Somente o Plaza Shopping vai selecionar 867 profissionais temporários. Os postos de trabalho são destinados auxiliar de vendas, caixa e estoquista. Os interessados devem deixar seus currículos nas lojas até outubro, quando começarão as entrevistas. O endereço é Rua Quinze de Novembro 8, no Centro de Niterói. O Shopping Boulevard também está com vagas abertas.

Outras redes

Di Santinni - A rede de sapatarias oferece 3.500 vagas para caixa, estoquista e vendedor, entre outras funções. Os interessados devem levar seus currículos até a loja Di Santinni mais próxima. É exigido ensino fundamental completo.

Leader - A empresa abriu 752 oportunidades de trabalho temporário em todas as suas unidades. Os interessados devem ter ensino médio completo e experiência mínima de seis meses. Também serão aceitos candidatos a primeiro emprego. As inscrições poderão ser feitas pelo site www.leader.com.br, no link “Trabalhe conosco”, até o início de novembro.

Casa&Video - A rede fará 300 contratações para o período de Natal, no cargo de operador de loja I. É preciso ter ensino médio completo, 18 anos ou mais e, preferencialmente, morar próximo a uma das filiais. Não é necessário ter experiência na área. Os interessados devem entregar seus currículos na consultoria Novezala. O endereço é Largo de São Francisco 42, no Centro do Rio, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Pipa e Balão: da inocência ao perigo

Soltar pipa com rabiola, morcego ou raia é uma atividade prazerosa para milhares de crianças, jovens e até adultos que se recusam a crescer. Do alto de uma laje, porém, o que muitos não sabem é que o uso de cerol é crime e provoca acidentes fatais. Lembram do caso do motociclista que teve a cabeça cortada por causa do cerol na Linha Amarela, no Rio? O uso de cerol também é um bom condutor de eletricidade pois usa cola e vidro. Se a pipa embolar nos postes e os fios estiverem desemcapados, o risco de choque é grande.

Essa lógica também vale para os baloeiros quanto ao uso de materiais perigosos. São Gonçalo é considerada a cidade em que a paixão pelos balões – quanto maiores e mais coloridos, mais belos são – está a flor da pele dos gonçalenses. Festivais com grande pompa são produzidos no município, como no bairro do Gradim. Todos os anos, o Batalhão de Polícia Florestal apreende material e bombeiros lutam para apagar o fogo em sítios, terrenos com mata fechada.



Vale lembrar que a Mata Atlântica tem apenas 5% da área original em razão do desmatamento. Não é preciso colocar as áreas verdes mais em risco (que são poucas em São Gonçalo) por conta dos balões que usam buchas inflamáveis. Apesar das festas juninas e julinas terem terminado, estamos em época de clima seco – a umidade relativa do ar caiu muito – e esse tempo favorece a propagação dos incêndios. Uma alternativa é a soltura de balões que são preenchidos com gás de cozinha. Tem gente que ainda vai mais além: em festivais profissionais verdadeiros, os baloeiros usam seda, papeis e fibras que são biodegradáveis. O risco de incendiar o telhado do vizinho, florestas estão descartadas. Pode-se brincar sem colocar o meio ambiente em perigo.

No caso das pipas, não existe alternativa. Resta a conscientização dos pais e a repressão para que as vendas do material cortante (cera + vidro) não seja usado nas linhas. Empiná-las deveria ser uma atividade prazerosa, mas nos céus azuis e límpidos desta primavera, o desafio continuará ser quem 'corta' e arrasta mais cafifas. É o mundo da competição dos adultos invadindo a diversão da criançada.

Ciclovias para que te quero?

Chegar ao destino sem esgotar a paciência no trânsito é uma dádiva que talvez só os magnatas de São Paulo compartilham. A classe abastada paulista chega a desembolsar a bagatela de R$ 3 mil para escapar do trânsito caótico em apenas 5 minutos de helicóptero. No Rio, o itinerário entre a cidade maravilhosa e Macaé é ponte aérea mais comum. Para a classe trabalhadora, que depende do transporte público, sobram aborrecimentos com o metrô, trens, barcas, estradas e vias mal sinalizadas.

Contudo, existe um grupo de privilegiados que conseguem usufruir de qualidade de vida por estudar ou trabalhar próximo de casa. Tachados de “naturebas” e “ecologicamente corretos” para eles basta retirar a bicicleta – ou a “magrela” ou “camelo” como popularmente é chamada – da garagem de casa. Meio de transporte barato, não poluente e saudável, os ciclistas profissionais apaixonados se arriscam ao lado dos carros devido à falta de corredores expressos reservados para eles. Ou seja, estão sujeitos a acidentes.

A cidade de Niterói tem menos de 300 metros de ciclovia oficial (apenas no calçadão da Praia de Icaraí. Neste caso, não se conta a criação de faixas especiais, por exemplo, na Avenida Quintino Bocaiuva, em São Francisco, nos fins de semana). Já em São Gonçalo também existem deficiências alarmantes, não podemos negar.

A Câmara dos Deputados é o espaço ideal para discutir um plano de mobilidade que priorize o uso de bicicletas. Na cidade de Rio, se discute o aluguel de bicicletas em pontos específicos com certa infraestrutura. Na orla do Rio, as bicicletarias instaladas são para beneficiar o turismo, enquanto aquelas instaladas nas estações do metrô para estimular o transporte complementar: em vez do ônibus da integração, o passageiro pode pedalar até em casa ao custo de R$ 20 mensais. O serviço ficou parado por tempo até serem resolvidos os problemas de extravio das bicicletas.

Crédito: Divulgação/Internet


Ciclovias: boa alternativa para as cidades pequenas e médias em desenvolvimento


Em São Gonçalo, a ciclovia na Rua das Caminhadas também é alvo de vandalismo. Guardas Municipais percorrem a pé e o 7º Batalhão da PM ajuda no policiamento ostensivo. No Congresso, pretendo propor emendas e qualificar a discussão das diretrizes no Estatuto das Cidades, que serve de instrumento base para a elaboração do Plano Diretor Municipal. O crescimento desordenado prospera com a expansão das favelas, desmatamento de área nativa de Mata Atlântica, e dificuldades na locomoção – dificultando o direito de ir e vir da população.
O transporte alternativo pode amenizar a situação das cidades médias. Nos municípios pequenos, o custo para se pensar no transporte "verde" é bem menos oneroso do que eventuais intervenções em grandes cidades, como o município gonçalense.

Escolas estaduais de referência, Nave e Nata abrem inscrições para 2011

Sábado, 18 de setembro de 2010

Cadastro é gratuito e deve ser feito pela Internet. Haverá seleção de alunos em 2 etapas

Rio - A Secretaria Estadual de Educação abre segunda-feira as inscrições para escolas de referência da rede, que oferecem Ensino Médio Integrado. São 160 vagas no Núcleo Avançado em Educação (Nave), na Tijuca; 120 para o Núcleo Avançado de Educação em Tecnologia de Alimentos (Nata), em São Gonçalo, e 200 no Colégio Estadual Erich Walter Heiner, Santa Cruz. Os candidatos terão de fazer um ‘vestibulinho’.

O cadastro vai até o dia 5 pelo site www.educacao.rj.gov.br. As vagas são para alunos que concluíram o 9º ano do Ensino Fundamental ou a Fase 9 da Educação de Jovens e Adultos, vindos da rede pública federal, estadual ou municipal, com idade entre 13 e 16 anos. A inscrição é gratuita.

Na primeira fase, dia 16, candidatos às três unidades farão provas de múltipla escolha de Língua Portuguesa e Matemática. Na segunda etapa, dia 23 de outubro, acontece o teste de habilidade. O resultado sai dia 5 de novembro.
No Nave, parceria do estado com o Instituto Oi Futuro, o estudante fará o Ensino Médio regular e poderá, no curso, optar entre a formação em técnico em Geração de Multimídia, técnico em Programação de Jogos Digitais ou técnico em Roteiro para Mídias Digitais.

No Nata, convênio com o Grupo Pão de Açúcar e a CCPL, o aluno escolhe entre se formar técnico de Leite e Derivados e técnico de Panificação. Já no Colégio Estadual Erich Walter Heiner, associação com a siderúrgica Thyssenkrupp CSA, o Ensino Médio Integrado é em Administração.

O leão vai rugir no pedágio

Com uma movimentação diária de 100 mil veículos (véspera de feriadão esse número pode chegar a 300 mil automóveis) e uma tarifa de R$ 4,30, a concessionária CCR vai ter que emitir nota fiscal na praça do pedágio da Ponte Rio-Niterói. As estradas privatizadas emitem recibos, mas o documento não vale de nada. Com absoluta certeza, motoristas vão aprovar essa ideia porque significa mais controle. Se houve supostas denúncias de desvio de dinheiro do pedágio por atendentes da cabine ou por engravatados da empresa, isso será mais difícil.

Crédito: Tassia Thum/G1

Também vejo com bons olhos o anúncio de instalação de quatro pardais na Ponte. No horário de rush, nem dá para ultrapassar 80 km por hora em função "para-e-anda" do engarrafamento. Na madrugada, ou em horários de menor fluxo de veículos, a rodovia se transforma em uma verdadeira pista de corrida. O radar fixo, em vez do móvel, que é instalado a critério da Polícia Rodoviária Federal, vai coibir excessos de velocidade e impedir acidentes graves.

No último post, mencionei a pesquisa da Confederação Nacional de Transportes e destaquei a importância da realização de processo de licitação das estradas federais fluminenses para melhorar as condições de tráfego, sem descartar a transparência e a fiscalização na aplicação de recursos, além da necessidade de negociar um preço justo aos usuários. Desde que administra a ponte, a CCR informou ter investido R$ 260 milhões em recapeamento, sistema de onda livre, sistema elétrico entre outras obras estruturais.

As condições da rodovia, no modo geral, são boas. Contudo, a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) pontualmente aprova um aumento no preço da tarifa. Se a inflação está estável, porque há reajustes? Para o trabalhador isso é ruim porque muda seu orçamento. Portanto, é necessário congelar o preço. Por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), até o dia 1º de dezembro deste ano, os equipamentos emissores do cupom fiscal deverão ser homologados na Ponte S/A e na Autopista Fluminense.

A difícil tarefa de dirigir

Buracos, ausência de pavimentação e sinalização inadequada são riscos à vida do motorista nas estradas. Quais são os pontos caóticos no estado e onde são necessárias melhorias? A Confederação Nacional de Transportes tem a resposta. A entidade analisou a situação de 2 mil km de rodovia federal, estadual e privada no estado fluminense e o resultado não foi nada animador: aumentou a quantidade de estradas ruins e diminuiu o número das vias classificadas como ótimas.


A BR-101 Norte (Rio-Campos) é a rodovia em pior estado. A construção de novas pistas é essencial para diminuir o número de mortes na via, que chega a 180 por ano. Entre Casimiro de Abreu e Campos, o trecho precisa ser duplicado urgentemente. A sinalização e a qualidade do asfalto na BR-354 (Resende-Caxambu) e na BR-485 (Agulhas Negras-Itamonte) também estão comprometidas.

Já a Via Dutra (BR-116 Sul) não suporta mais o volume de tráfego, levando-se em consideração que é a principal rota para escoar a produção no eixo Rio-São Paulo.

Na contramão do quadro caótico nas estradas, uma das vias que mais receberam melhorias neste ano foi a BR-393, que liga Barra Mansa a Além Paraíba (MG). Administrada desde março de 2008 pela concessionária Acciona, a rodovia recebeu nova pavimentação e sinalização. No entanto, isso tem um custo: o pedágio.

A entrega de estradas para a iniciativa privada tem de ser ponderada. Um mau exemplo é a concessionária Via Lagos, que durante muito tempo praticava o maior pedágio do país, em relação a trecho percorrido.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) pontualmente autorizou novos aumentos nas tarifas, por causa de revisão de investimentos da concessionária na rodovia. Não se pode deixar que a estimativa e a formação do preço inicial mude absurdamente. Isso é desrespeitoso com o usuário – transportadores, caminhoneiros autônomos, motociclistas, enfim, motoristas de forma geral.

A transparência na forma como são feitos os cálculos e a fiscalização dos investimentos nas estradas devem ser intensificados não apenas por entidades, mas também pelo parlamentar por ser uma concessão da União. A estrada é federal, mas a administração é privada com metas, incluindo melhorias e assistência a motoristas a serem alcançadas.

Inscrições abertas para o Prêmio Inovar para Crescer nas Escolas 2010

Quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Inovar para Crescer nas Escolas 2010 (PINCE). Aberto a estudantes dos ensinos fundamental, médio e técnico de escolas públicas e particulares do estado Rio, o PINCE tem por objetivo despertar o interesse do jovem para o desenvolvimento do empreendedorismo e da inovação. Criado e desenvolvido pelo Conselho Empresarial de Inovação e Tecnologia da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), o PINCE vai promover no dia 30 de setembro, uma oficina pedagógica para orientar e discutir a construção dos projetos que participarão do concurso que acontece em novembro.

O encontro gratuito é oferecido a alunos, professores e profissionais da área de educação e oferece certificado de participação. De acordo com o coordenador pedagógico do PINCE, Edison Borba, a premiação visa, ainda, apoiar os projetos que possam se transformar em bons negócios, permitindo até a criação de pequenas e micro empresas.

Em novembro, acontecerá a “Feira de Inovação e Tecnologia”, com a participação dos 15 (quinze) trabalhos selecionados pelo Comitê Consultivo, cinco por categoria, quando será realizado o julgamento final.

No ano passado, invenções de estudantes que participaram do PINCE chamaram a atenção pela criatividade e preocupação com as causas ambientais. O Localizador de Acidentes (receptores espalhados estrategicamente ao longo de estradas que recebem um código do veículo acidentado gerado através do acionamento do air-bag); o Coletor de água e lixo (bueiros onde o lixo não se acumule na tampa, sendo peneirado antes de ir para o esgoto) e o Banco Verde (local onde estudantes e vizinhos da escola podem comprar artigos com o dinheiro verde trocado por objetos recicláveis) são exemplos das criações dos alunos que participaram da última edição.

As oficinas pedagógicas acontecem desde março, tratando de temas como elaboração de projetos, proteção da tecnologia, juventude e empreendedorismo. A próxima oficina será no dia 30 de setembro, das 9h30 às 12 horas, no auditório da ACRJ, à Rua da Candelária, 09 - Centro - RJ.

As escolas que ainda não fizeram a inscrição podem enviar email para: pince-oficina-inscricao@hotmail.com.

O Programa Inovar para Crescer nas Escolas é promovido pelo Conselho Empresarial de Inovação e Tecnologia da ACRJ, em parceria com o Sebrae, Petrobras e Eletrobrás, entre outros parceiros. Mais informações no site: www.inovarparacrescer.acrj.org.br ou pelo blog: www.programainovar.zip.net.

SERVIÇO:

Data: 30 de setembro de 2010 (5ª feira)

Horário: das 9 às 12 horas
Local: Associação Comercial do RJ (ACRJ) - Rua da Candelária, 9, Centro.

Inscrições: pince-oficina-inscricao@hotmail.com.

De Búzios para todo o estado: a leitura biométrica

O processo eleitoral brasileiro é elogiado nos países desenvolvidos por contar com a urna eletrônica. Nos Estados Unidos, por exemplo, apesar de todo o avanço na economia, o eleitor norte-americano utiliza cédulas de papel. Por trás da máquina, mecanismos informatizados que dão mais agilidade na apuração dos votos e no controle das fraudes.

No pleito deste ano, algumas cidades brasileiras foram escolhidas para a bateria de testes do inovador sistema biométrico. Essa ferramenta permite a leitura da digital para reconhecimento do eleitor na urna. Com isso, a Justiça espera que uma pessoa não utilize o título de outra.



No estado fluminense, a cidade turística de Búzios foi a única escolhida para ensaiar esse novo modelo de votação. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) prevê que todas as seções eleitorais sejam contempladas com o sistema que reconhece a impressão digital no pleito de 2014.

Nem tudo é alegria. Na última semana, um eleitor ficou dez minutos esperando para ter a digital reconhecida pelo sistema na fase de testes na cidade de Búzios. É sinal que a plataforma precisa de aperfeiçoamento e correção. Os técnicos do TRE já estão realizando as devidas correções para que tudo ocorra bem em Búzios.

Entre as facilidades estão a dispensa dos documentos de identificação na hora de votar. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estima que o cidadão leve cerca de 1 minuto e meio para escolher seu deputado estadual, federal, dois senadores, governador e presidente da república em outubro deste ano. Com a eficácia do novo sistema, as filas serão cada vez mais raras. Espera-se que o sucesso em Búzios promova o desenvolvimento do processo democrático em todo o estado.

O preço da educação

Se quiser melhorar a qualidade do ensino no país, o governo federal precisará investir quase R$ 8 bilhões a mais por ano na educação básica para atingir as metas de inclusão dos estudantes da pré-escola (4 e 5 anos) e do ensino médio (15 a 17 anos) nas escolas públicas do país até 2016. A tarefa é difícil, levando-se em conta que vão entrar no sistema de ensino quase 4 milhões de estudantes nas redes escolares até 2016.


Crédito: Internet

Os estados e os municípios são os responsáveis por oferecer a educação básica aos estudantes brasileiros. O problema é que a maioria dos municípios se sustenta com os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que hoje destina cerca de R$ 83 bilhões à educação.

Esse montante é formado, em sua maior parte, por recursos arrecadados pelos Estados e municípios. Eles são distribuídos de acordo com a quantidade de alunos de cada rede e a partir de um valor mínimo por aluno. O governo federal contribui com o fundo – com um percentual sobre o total, que chega a R$ 6,8 bilhões este ano – para complementar a renda dos municípios mais pobres a cumprir com esse investimento mínimo por aluno.

Essa participação federal que precisa aumentar. Muitos municípios não têm recursos próprios. Não têm de onde tirar mais dinheiro. A União, apesar de não ser responsável por isso, precisa contribuir mais com a educação básica. Hoje o país gasta, em média, apenas R$ 188 por mês por aluno na educação básica.

Os dados da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílio (Pnad) apontaram tendências e resumiram bem a realidade que o país enfrenta. Basicamente, mostram que os excluídos do sistema público de ensino são crianças e jovens entre 4 a 17 anos, pobres, pardos ou negros – moram na área rural e os pais não foram escolarizados.

União, estados e municípios deverão fazer um esforço adicional nos próximos cinco anos tão somente para garantir que os valores por aluno do Fundeb não sofram redução. Mas é preciso avançar para um padrão de financiamento que assegure qualidade aceitável para as escolas públicas. Para isso, a atividade legislativa na Câmara dos Deputados é fundamental. A votação do Orçamento da União vai detalhar os recursos para Educação para o próximo ano. Quero fazer parte desta história. Na urna, tecle 2525 e confirme.