CIEE OFERECE 60 MIL VAGAS DE ESTÁGIO

O Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) prevê a oferta de 60 mil vagas de estágio em todo o Brasil, entre novembro deste ano e janeiro do ano que vem, para estudantes de praticamente todos os tipos de curso. Esse volume é gerado pelo vencimento de um grande número de contratos de estágio, boa parte por conta da formatura de universitários que, assim, não podem mais estagiar. “Além disso, muitas empresas oferecem novas vagas porque efetivaram seus estagiários ou desejam renovar seu quadro”, destaca Eduardo de Oliveira, superintendente de Operações do CIEE.

Ele lembra que as novas oportunidades são baseadas na nova Lei do Estágio, nº 11.788, que completou um ano em setembro, trazendo mais segurança jurídica para as contratantes e concedendo direitos aos estagiários, como carga horária limitada a seis horas/dia e 30 horas/semana, bolsa-auxílio e auxílio-transporte. De acordo com as novas normas, o limite de tempo de estágio na mesma empresa não deve ultrapassar dois anos. Podem fazer estágio estudantes regularmente matriculados e freqüentando instituições de ensino superior, médio e técnico.

Atualização cadastral – Para aproveitar a maior oferta prevista, é importante que os interessados acessem o site www.ciee.org.br e atualizem seus dados, aumentando as chances de serem convocados para processos seletivos. Estudantes ainda não cadastrados também podem fazê-lo gratuitamente. Caso o estudante prefira, a atualização dos dados pode ser feita nas unidades e postos de atendimento do CIEE. Em diversas situações, a inclusão da informação de que o aluno avançou uma fase em seus estudos de inglês, por exemplo, pode fazer toda a diferença entre a contratação ou a rejeição de um candidato.

De acordo com Oliveira, o estágio é uma ótima forma de o estudante iniciar-se no mundo do trabalho. “Por meio dessa atividade, o jovem tem a oportunidade de aprender a prática da área que escolheu seguir. O estagiário de ensino médio, por sua vez, será beneficiado com a aquisição de posturas comportamentais e pessoais requeridas pelo ambiente corporativo, sem mencionar o contato que terá com várias áreas de atuação, o que o auxiliará na escolha da futura profissão”, completa.

Adolpho Konder prestigia posse do novo pároco do Jardim Catarina

O secretário de Desenvolvimento Social de São Gonçalo, Adolpho Konder, participou, na noite desta segunda-feira (09/11), da cerimônia de posse do novo pároco da Igreja São José Operário, no Jardim Catarina, padre Marcelo Fróes. A missa em Ação de Graças foi presidida pelo bispo auxiliar da Arquidiocese de Niterói, Dom Roberto Francisco Ferreria Paz, e concelebrada pelo ex-pároco Juvaldes Fernandes, e pelo novo padre. Fiéis de diversas partes do município também prestigiaram a cerimônia com demonstrações de carinho pelo padre Fróes.

O secretário Adolpho Konder fez questão de cumprimentar o novo pároco e desejar êxito em sua nova missão.

– Sabemos que é grande o desafio de administrar uma paróquia que fica no maior loteamento urbano da América Latina, com uma população de mais de 40 mil habitantes e com muitas carências. Por isso, viemos nos associar a todos os fiéis em orações pelo novo pároco. Também procuraremos trabalhar em conjunto para ajudar a diminuir as diferenças sociais no local, levando mais dignidade à população – disse o secretário.

Adolpho Konder também elogiou o trabalho desenvolvido pelo pároco anterior, enaltecendo a grande contribuição para o bem estar e a felicidade dos fiéis que sempre foi uma meta do padre Juvaldes Fernandes.

São Gonçalo vai abrir primeiro centro de referência para a população em situação de rua do Estado

Terça-feira, 10 de Novembro de 2009

São Gonçalo vai abrir o primeiro centro de referência especializado para a população em situação de rua no Estado do Rio de Janeiro. Segundo Dianne Arrais, responsável pelo serviço de Abordagem, Triagem e Acompanhamento a Pessoas em Situação de Rua, que é vinculado a Proteção Social Especial da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS), será um espaço de convivência para conhecer melhor estes cidadãos e poder ajudá-los. O centro, previsto para inaugurar em fevereiro, vai funcionar na Trindade, no mesmo local onde existe a Cozinha Comunitária do bairro.

O espaço terá uma praça, quadra esportiva, salão de jogos com televisão e poltronas, sanitários, armários para os moradores cadastrados guardarem seus pertences e salas de atendimento, descanso e de oficinas. Arrais disse ainda que, existe no projeto uma área para construir canis. De acordo com ela, muitos moradores de rua têm cachorros e, na maioria das vezes, eles não querem ir para abrigos para não abandonarem os animais.

– Somos contra os choques de ordem. Colocar pessoas a força em carros e deixá-las em outros municípios não adianta. Só transfere o problema. Queremos encontrar soluções porque ninguém gosta de estar na rua – ressaltou o secretário Adolpho Konder, que participou do 1º Fórum Municipal de População em Situação de Rua, nos dias 6 e 7 deste mês, na Primeira Igreja Batista da Trindade.

O fórum reuniu representantes dos governos federal e estadual, de outras prefeituras, do Movimento de População de Rua, além dos próprios moradores que tiveram voz ativa nos debates e ajudaram na elaboração das ideias.

As principais propostas são: construir um abrigo municipal que ofereça atividades socioeducativas e cursos de qualificação profissional; capacitação permanente dos profissionais de saúde para realizarem atendimento mais humanizado; criar um percentual para incluir os moradores em programas habitacionais da cidade; destinar vagas para a população de rua trabalhar no centro de referência, entre outros. O relatório será enviado a Rede de Proteção a Pessoa em Situação de Rua e, depois, à prefeita Aparecida Panisset.

E estas discussões vão ganhar uma importância maior ainda no dia 22 de dezembro. Segundo Iracema Souto, representante do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai assinar, em São Paulo, uma norma, criando a Política Nacional da População em Situação de Rua, que vai garantir direitos a estes cidadãos.

– Os Estados e municípios serão obrigados a cumprirem o que estará estabelecido nesta norma, independente de interesses políticos. É uma política de resgate do ser humano – explica ela, que citou algumas determinações desta lei, como a reestruturação de abrigos, com ambiente mais humanizado; investimento na qualificação profissional; inclusão destas pessoas nos censos demográficos, entre outros.

Equipes da SMDS convidam moradores para participar do fórum

Secretário Adolpho Konder junto a representante do Governo Federal, Iracema Souto, e do fundador do Movimento População de Rua, Anderson Miranda

Fotos: Reynaldo Félix

Peti na Lata de São Gonçalo dá show na Lagoa Rodrigo de Freitas

O grupo Peti (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) na Lata, do pólo Salgueiro, da Secretaria de Desenvolvimento Social de São Gonçalo brilhou na Lagoa Rodrigo de Freitas no último sábado. Cerca de 20 crianças se apresentaram durante a II Ação de Cidadania – Limpeza de Áreas Verdes, promovida pelo Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação (Seac-RJ), e realizado simultaneamente em todas as capitais brasileiras pela Federação Nacional das Empresas de Serviços e Limpeza Ambiental (Febrac).

Com instrumentos feitos com materiais reciclados, latas e galões, por exemplo, o conjunto comandado pelo maestro Eduardo Pinheiro executou diversos ritmos musicais, acompanhados animadamente pelos empresários, executivos e voluntários presentes no Parque dos Patins na Lagoa. O ponto alto foi a execução do Hino Nacional brasileiro em ritmo de reggae.

Para a coordenadora do Peti, Isabel Grassini, que acompanhou de perto as crianças, a oportunidade fez bem para a auto-estima das crianças e ajuda a recuperar a dignidade e esperança de um futuro melhor. O secretário Adolpho Konder elogiou a iniciativa do SEAC-RJ que deu um exemplo de amor ao Rio e de cuidado com o meio ambiente.

– Agradeço também a oportunidade que o presidente do SEAC-RJ, Ricardo Garcia, deu ao Peti na Lata, convidando as crianças a participarem de um ato exemplar e que dá orgulho ao Rio. Além de ser um exemplo de cidadania e sustentabilidade, o SEAC-RJ mostrou preocupação com social, valorizando as crianças do Peti de São Gonçalo, que anseiam por oportunidades de serem vistas e valorizadas.

Obrigado e parabéns – disse Adolpho Konder.

O Peti conta com nove pólos em São Gonçalo, atendendo crianças e adolescentes de 7 a 15 anos, envolvidas com tráfico de drogas, abuso sexual dentro da família, que já trabalharam no lixão e em estado de insalubridade. Nos núcleos são realizadas atividades esportivas, culturais e pedagógicas. Para participar do programa, as famílias precisam manter seus filhos na escola. Os jovens também são inseridos no Programa Bolsa Família e os pais fazem cursos de geração de renda.

O SEAC-RJ representa mais de 1000 empresas que geram 150 mil empregos diretos com carteira assinada, sendo um dos principais empregadores de mão-de-obra de baixa escolaridade, de mulheres, de idosos, de pessoas com necessidades especiais e jovens aprendizes.


Adolpho Konder prestigiar posse do novo pároco do Jardim Catarina

O secretário de Desenvolvimento Social de São Gonçalo, Adolpho Konder, participou, na noite desta segunda-feira, da cerimônia de posse do novo pároco da Igreja São José Operário, no Jardim Catarina, padre Marcelo Fróes. A missa em Ação de Graças foi presidida pelo bispo auxiliar da Arquidiocese de Niterói, Dom Roberto Francisco Ferreria Paz, e concelebrada pelo ex-pároco Juvaldes, e pelo novo padre. Fiéis de diversas partes do município também prestigiaram a cerimônia com demonstrações de carinho pelo padre Fróes.

O secretário Adolpho Konder fez questão de cumprimentar o novo pároco e desejar êxito em sua nova missão.

“Sabemos que é grande o desafio de administrar uma paróquia que fica no maior loteamento urbano da América Latina, com uma população de mais de 40 mil habitantes e com muitas carências. Por isso, viemos nos associar a todos os fiéis em orações pelo novo pároco. Também procuraremos trabalhar em conjunto para ajudar a diminuir as diferenças sociais no local, levando mais dignidade à população”, disse o secretário.

Adolpho Konder também elogiou o trabalho desenvolvido pelo pároco anterior, enaltecendo a grande contribuição para o bem estar e a felicidade dos fiéis que sempre foi uma meta do Padre Juvaldes.

Equipes da SMDS de São Gonçalo aprendem preparar alimentos nutritivos e sem desperdício

Equipes do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e Cozinha Comunitária, programas da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS) de São Gonçalo, estão aprendendo a preparar os alimentos nutritivos e sem desperdício. Ministrado gratuitamente pela Cozinha Brasil, da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o curso, com duração de um mês, foi iniciado no último dia 9, no Cras Santa Izabel. Também serão beneficiados os Cras Jardim Catarina, Guaxindiba e Tribobó, além das cozinhas comunitárias do Salgueiro e Trindade.

Segundo a coordenadora de Proteção Social Básica da SMDS, Olívia Ribeiro, 100 alunos serão beneficiados com o curso. A coordenadora disse que o calendário com as outras unidades ainda será definido com a Cozinha Brasil. As aulas são realizadas na parte da manhã, das 9h às 11h, e à tarde, das 13h às 15h.

Para o secretário Adolpho Konder, além de aplicar o aprendizado no dia-a-dia, os alunos passam adiante os conceitos de comer bem e gastar pouco. Konder afirma ainda que as equipes vão desenvolver receitas nutritivas e deliciosas, contribuindo para uma alimentação saudável dos usuários dos programas.

– Esta é mais uma parceria de sucesso. Eles aproveitam todas as partes dos alimentos, inclusive o que normalmente é dispensado como caule, talos, cascas, folhas e sementes – destacou o secretário.

Deficientes de São Gonçalo vão participar do projeto Boliche é Escola


Segunda-feira, 09 de Novembro de 2009

Portadores de deficiência de São Gonçalo, cadastrados na Coordenadoria de Inclusão Produtiva, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS), vão participar do projeto Boliche é Escola a partir da próxima semana. A iniciativa é uma parceria da SMDS com o Playtoy, do Shopping São Gonçalo, e já beneficia crianças e adolescentes do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti). Os integrantes dos Cras e Peti participam do esporte desde outubro. No total, serão atendidos 1260 alunos destes programas.

Em janeiro, eles vão disputar um campeonato, que será organizado pela SMDS e Playtoy. Segundo Sandra Helena, responsável pela Coordenadoria de Inclusão Produtiva, o objetivo deste torneio é estimular o espírito de competitividade dos participantes.

As aulas acontecem as terças, quartas e quintas-feiras, das 14h às 16h, na pista de boliche do shopping. Por dia, 30 crianças e adolescentes, de 7 a 15 anos, sendo 15 do Peti e a outra metade do Cras, participam do projeto. De acordo com o secretário Adolpho Konder, essas atividades estimulam a mudança de hábitos, atitudes e melhoram a qualidade de vida das famílias, dando esperanças de um futuro melhor.

– Precisamos sensibilizar a sociedade sobre a importância da infância como tempo de brincar e estudar. O trabalho precoce prejudica a saúde emocional dessas crianças – frisa Konder.

Secretário Adolpho Konder joga boliche com as crianças dos Cras e Peti

Aberto o 1º Fórum de População em Situação de Rua de São Gonçalo

Sábado, 07 de Novembro de 2009

São Gonçalo é o primeiro município do Brasil a realizar um Fórum de População em Situação de Rua com a participação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. A informação foi revelada pela representante do Governo Federal, Iracema Souto, nesta sexta-feira, dia 6, na abertura do primeiro congresso na cidade que vai discutir a construção de uma rede de proteção a esses cidadãos. O secretário municipal de Desenvolvimento Social, Adolpho Konder, abriu o evento, que foi realizado até hoje (07/11), na Primeira Igreja Batista da Trindade.

Souto, que é a coordenadora geral de regulação das ações de Proteção Social Especial do Governo Federal, adiantou que, no dia 22 de dezembro, em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai assinar uma norma, criando a política nacional da população em situação de rua, que vai garantir direitos a estes cidadãos.

– Os Estados e municípios serão obrigados a cumprirem o que estará estabelecido nesta norma, independente de interesses políticos. E uma política de resgate do ser humano – explica ela, que citou algumas determinações desta lei, como a criação de um centro de referência especializado para os moradores que vivem nas ruas; reestruturação de abrigos, com ambiente mais humanizado; investimento na qualificação profissional; inclusão destas pessoas nos censos, entre outros.

Para Adolpho Konder, o diferencial deste fórum, que tem o tema “Estou na rua...eu existo?”, é que os principais interessados terão voz ativa nos debates. Segundo ele, será feito um diagnóstico com o que é necessário para garantir a cidadania destas pessoas.

– Eles que irão nos pautar, dizendo qual é a maneira para mudar essa situação. Precisamos mobilizar os setores da prefeitura para realizar ações éticas e humanizadas, sem o choque de ordem – frisou o secretário.

O fundador do Movimento Nacional de População em Situação de Rua, Anderson Miranda, afirmou que não adianta somente discutir ideias. De acordo com ele, é preciso colocar as políticas publicas em prática.

– Vamos chamar a atenção do governador (Sergio Cabral) e do prefeito do Rio (Eduardo Paes) com este evento porque morador em situação de rua não é caso de polícia – criticou Miranda, se referindo os choques de ordem que são reaizados pela prefeitura daquela cidade.

Também participaram da solenidade de abertura o vice-prefeito Jorge Aranha, representando a prefeita Aparecida Panisset; a secretária municipal de Educação, Keyla Nícia; os subsecretários municipais de Desenvolvimento Social, Pedro Veiga e Edson Alves; a responsável pelo serviço Abordagem, Triagem e Acompanhamento a Pessoas em Situação de Rua, Dianne Arrais; o vereador Marlos Costa, representando a Câmara Municipal; entre outras autoridades.

Nova lei de adoção impede que os menores fiquem mais de dois anos em abrigos

Sexta-feira, 06 de Novembro de 2009

Sancionada em 3/8, entrou em vigor a lei 12.010 , que muda as regras de adoção de crianças e adolescentes e traz alterações significativas.

•Permanência no abrigo

Antes: Não havia prazo estipulado para a permanência da criança.
Agora: A partir de agora, a criança poderá ser mantida por, no máximo, dois anos sem destituição do poder familiar.

A mudança atende ao que é definido no ECA : que a permanência das crianças nos abrigos deve ser temporária – tempo suficiente para a Justiça decidir se a criança deve retornar à família e à adoção.

A nova legislação estabelece que uma equipe interprofissional ou multidisciplinar deverá avaliar a situação de cada menor, no máximo, a cada 6 (seis) meses, devendo a autoridade judiciária competente, com base em relatório elaborado pela equipe, decidir de forma fundamentada pela possibilidade de reintegração familiar ou colocação em família substituta.

Entretanto há uma ressalva : a criança poderá permanecer no abrigo, caso seja provada absoluta impossibilidade, demonstrada por decisão judicial fundamentada.

•Família extensa

Antes: O conceito não existia.
Agora: Antes de encaminhar a criança para a adoção haverá tentativas de reintegração da criança à família extensa : parentes próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade. Eles têm preferência sobre o cadastro nacional e estadual de adoção.

•Doação do filho pela gestante

Antes: Não havia previsão.
Agora: Institui assistência desde a gravidez para a entrega do filho.
As grávidas que quiserem doar seus filhos devem ser, obrigatoriamente, encaminhadas à Justiça da Infância e da Juventude pelos profissionais que souberem do desejo. O médico, enfermeiro ou dirigente de estabelecimento de atenção à saúde de gestante que deixar de efetuar imediato encaminhamento à autoridade judiciária poderá ser penalizado com multa de R$ 1.000,00 a R$ 3.000,00.

A lei estabelece que o poder público deverá proporcionar assistência psicológica à gestante e à mãe, inclusive as que manifestaram interesse em entregar seus filhos para adoção.

•Capacitação para futuros pais

Antes: Não havia regras.
Agora: Prevê frequência dos candidatos em curso preparatório.
Após os interessados na adoção entrarem com uma petição, munidos de comprovante de renda, atestado de sanidade física e mental, certidão de antecedentes criminais; entre outros documentos, eles serão ouvidos pelo MP, que poderá inclusive convocar testemunhas "que permitam aferir a capacidade e o preparo dos postulantes para o exercício de uma paternidade ou maternidade responsável".

Em seguida eles deverão, obrigatoriamente, participar de programa oferecido pela Justiça da Infância e da Juventude que inclui preparação psicológica, orientação e estímulo à adoção inter-racial, de crianças maiores ou de adolescentes, com necessidades específicas de saúde ou com deficiências e de grupos de irmãos.

•Adoção internacional

Antes: O candidato deveria comprovar estar devidamente habilitado à adoção, consoante as leis do seu país, bem como apresentar estudo psicossocial elaborado por agência especializada e credenciada no país de origem.
Agora: Para pessoas ou casais residentes fora do país haverá um cadastro distinto, que somente será consultado na inexistência de postulantes nacionais habilitados nos cadastros. A medida está de acordo com a Convenção de Haia para a adoção internacional.

•Idade para adotar

Antes: Podiam entrar no processo de adoção os maiores de 21 anos, independentemente do estado civil.
Agora: Podem participar do procedimento os maiores de 18 anos, independentemente do estado civil.
A mudança ocorreu para adequar a lei ao Código Civil em que a maioridade está fixada em 18 anos.

A lei traz avanços como disciplinar a adoção por famílias estrangeiras e permitir que maiores de 18 anos, independente do estado civil, e até mesmo casais já separados, possam adotar um filho.
Apesar do avanço, segundo o Conselho, a norma é omissa quanto à possibilidade de casais homossexuais adotarem uma criança ou adolescente. A nova lei apenas descreve que, "para adoção conjunta, é indispensável que os adotantes sejam casados civilmente ou mantenham união estável, comprovada a estabilidade da família".

Para a representante do Conselho Federal de Psicologia, Iolete Ribeiro da Silva, a omissão da lei faz com que cada caso de adoção por famílias de pais homossexuais fique a critério do juiz responsável pelo processo na vara de Infância e Juventude.

A psicóloga assinala também que falta estrutura no Poder Judiciário para que a lei seja cumprida. "A estrutura é precária e inoperante", diz ela, afirmando que faltam profissionais (assistentes sociais e psicólogos, especialmente) para analisar os processos, fazer triagem de famílias e executar outros procedimentos necessários à adoção. Segunda a nova lei, "a permanência da criança e do adolescente em programa de acolhimento institucional não se prolongará por mais de dois anos".

Iolete ainda aponta que os Estados e municípios ainda não implementaram o Plano Nacional de Promoção, Defesa e Garantia do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária, aprovado há cerca de três anos pelo Conselho Nacional de Assistência Social e pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente.

"Não haveria necessidade de uma lei de adoção se o plano tivesse sido de fato implementado",
disse Iolete em entrevista à Agência Brasil, acrescentando que, além do Judiciário, os governos estaduais e as prefeituras precisam fazer investimentos para melhorar o acolhimento de crianças e adolescentes e fazer tornar a adoção mais ágil.

Dados do Cadastro Nacional de Adoção, do CNJ, informam que há cerca de 3.,5 mil crianças e adolescentes aguardando pela adoção e mais de 22 mil pessoas dispostas a adotar. Cerca de 80% das famílias interessadas, no entanto, procuram filhos adotivos de até 3 anos - apenas 7% das crianças cadastradas ainda estão nessa faixa etária.

"A lei não vai mudar isso. Essa preferência tem razões culturais eé necessário um processo educativo para mudar", disse a psicóloga ,apontando a necessidade de políticas sociais para estimular a adoção de crianças mais velhas e adolescentes.