18 de maio: Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes
MENSAGEM PARA AS MÃES
FELIZ DIA DAS MÃES !!!!
QUE SEJA UM DIA DE MUITO AMOR E REFLEXÃO PARA TODOS OS SERES HUMANOS DO QUÃO MARAVILHOSO É O DOM QUE DEUS DEU A ESTAS MULHERES DE GERAR E CUIDAR DE VIDAS .
SEGUE UM VÍDEO MUITO BONITO ALUSIVO AO "DIA DAS MÃES" .
Um Grande beijo para todas as mães.
Adolpho Konder
Fórum aprova Cadastro Nacional de Adolescentes em Conflito com a Lei
O Fórum Nacional da Justiça da Infância e da Juventude criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai desenvolver um banco de dados com o perfil dos adolescentes em conflito com a lei. Nesta quarta-feira (06/05), durante a primeira reunião dos integrantes do Fórum, eles aprovaram a criação do Cadastro Nacional de Adolescentes em conflito com a lei. “O cadastro será um leque de dados que trará números que são desconhecidos da sociedade”, explica a conselheira Andréa Pachá.
O sistema será desenvolvido pelo CNJ e preenchido pelos juízes das Varas da Infância e Juventude de todo país. De acordo com a conselheira Andréa Pachá, o cadastro será lançado até o final desse mês. Com as informações, será possível se fazer um diagnóstico nacional dos adolescentes que cumprem medidas socioeducativas ou estão internados. Além disso, o cadastro trará ainda dados sobre cor, escolaridade e inserção familiar. “Hoje isso não existe. Quando um adolescente é detido em alguma cidade, o juiz responsável não sabe se ele já praticou algum outro ato infracional ou se ele tem possibilidade de ser reinserido na sua família”, afirma a conselheira Andréa Pachá.
Abrigos - Outra novidade que foi anunciada durante o encontro do Fórum foi o lançamento do Módulo de Crianças Abrigadas (MCA). Esse sistema será implantado pelo CNJ em parceria com o Ministério Público do Rio de Janeiro. Esse módulo vai identificar crianças que estão em abrigo, mas não praticaram nenhum ato infracional. “São crianças que estão à disposição da adoção, na fila da adoção ou esperando alguma medida de reinserção familiar”, explica Andréa Pachá.
A criação do cadastro foi aprovada durante a realização da primeira reunião do Fórum Nacional da Justiça da Infância e da Juventude, que contou com a presença de 50 juízes que atuam nas Varas e Comarcas da Infância e da Juventude. Os participantes do encontro aprovaram e recomendaram diversas medidas de efetivação dos direitos da criança e do adolescente. Propuseram que os juízes e servidores que atuam na área passem por um processo de capacitação permanente e acompanhem o cumprimento das medidas socioeducativas e das internações dos adolescentes em conflito com a lei.
Campanhas – Outra medida tomada pelos juízes foi de promover campanhas para sensibilizar a sociedade quanto ao enfrentamento dos problemas relacionados às crianças e adolescentes. O CNJ, em parceria com outros órgãos, irá desenvolver as campanhas que serão fundamentadas em três temáticas: violência nas escolas, exploração sexual e envolvimento com drogas (drogadição). “O poder público precisa desencadear campanhas e fiscalização efetiva para um câncer que é esse problema na sociedade. E o Judiciário está disposto a contribuir e alavancar essas campanhas”, afirma Andréa Pachá.
EN/SR
Agência CNJ de notícias
Conferência Municipal de Promoção da Igualdade Racial

PROGRAMAÇÃO
DIA 08/05 - Sexta- feira
Auditório da UERJ-FFP
19 horas – Abertura
- Orquestra Municipal
MESA de ABERTURA
-Prefeita Municipal Aparecida Panisset
-Rep. Gov. Federal
-Rep. Gov. Estadual
-Sec. Chefe de Gabinete
-Sec. Mun. de Desenvolvimento Social
-Rep. da ALERJ
-Rep. da Câmara Municipal de Vereadores
-Rep. daOAB
-Rep. Soc./ Comissão Organizadora
- Rep. MP
19:30 - Início do Credenciamento
20:30 - Atração Cultural
21:00 – Encerramento
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DIA 09/05 - Sábado - APAE ( ao lado da UERJ- FFP)
8h – Aprovação do Regimento Interno
08:30 - Painel (15 min p/ debat.): Educação, Trabalho e Renda
Debatedores:
Professora Palmira Silva
Secretário de trabalho Gilmar Conceição ou Henrique Porto ( a definir)
Dr. Carlos Alberto Caó de Oliveira
Mediadora: Profª Eliane Cruz
Painel : Segurança Pública, Intolerância Religiosa e Saúde
Debatedores:
Paulo Roberto Storani
Wagner Ramos
Representante da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras
Mediadora: Iyalorixá Márcia d'Oxum
10:30 – Parada p/ Café
10:45 – Debate com a Plenária
12:00 – Almoço
13:00 – Início dos Grupos
14:45 - término do grupos
- Parada p/ Café
15:00 - início da plenária final
16:45 - escolha dos delegados para a estadual.
'Impacto da crise em pobres é ainda maior'
“A crise econômica mundial só aconteceu devido à supervisão inadequada dos bancos e mercados financeiros. As medidas cautelares recomendadas aos países desenvolvidos foram ignoradas, e agora, nenhuma nação está livre dos efeitos negativos. Mas o impacto sobre os países em desenvolvimento é ainda maior”. A conclusão vem do relatório “A crise financeira e seu impacto nos países em desenvolvimento”, divulgado em abril pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (CIP–CI), uma instituição de pesquisa e treinamento do PNUD em parceria com o governo do Brasil.
O que facilita a transmissão da crise para os países mais pobres, diz o estudo, é a reversão de três fatores que ajudaram o boom econômico de 2003 a 2007: o elevado número de financiamentos do período – com muito dinheiro privado –, o alto preço das commodities, e o enorme fluxo monetário remetido por trabalhadores emigrados para seus países de origem. Com esses três aspectos agora caminhando na direção oposta, o ciclo de crescimento dos países em desenvolvimento também se reverte, diz o trabalho dos economistas Diana Alarcon, Stephany Griffith-Jones e José Antonio Ocampo.
A queda contínua desses fluxos de capital e das exportações, para os estudiosos, é a grande vilã dos países subdesenvolvidos, que aderiram a sistemas macroeconômicos bastante rígidos nos últimos anos. Em algumas nações muito dependentes do dinheiro de remessas, o efeito foi devastador. Alguns exemplos são o Tajiquistão, onde 45% do PIB provêm das remessas de cidadãos emigrados, Honduras (25% do PIB) e Líbano (24% do PIB). Desde 2008, os índices de remissão já caíram entre 1% e 6% em diferentes países.
Exportadores de produtos manufaturados e serviços como o turismo também sofreram com a diminuição da demanda, enquanto a volatilidade dos preços afetou as exportações de bens primários. Em países como Congo, Guiné Equatorial, Gabão e Nigéria, o petróleo (que teve acentuada queda de preço) é responsável por mais da metade da exportação de commodities. Na Guiné e na Costa do Marfim, a venda de cacau e de minerais representam um quinto dos rendimentos nacionais. Em Trinidad e Tobago e na Bolívia, a venda de commodities representa, respectivamente, 22% e 12% do PIB. As projeções mais recentes do Banco Mundial indicam redução de 25% nos preços de energia em 2009, além do declínio de 23% nos preços das demais commodities.
Ainda segundo o estudo, o acúmulo de reservas internacionais e a redução da dívida externa deve proteger alguns países em desenvolvimento da rápida deterioração do fluxo de capitais. Mas a contração de crédito e seu alto custo já causaram redução de investimentos aos sistemas financeiros da Índia e de Taiwan, ao passo que Brasil e México sofrem perdas em mercados derivativos. Enquanto isso, o valor dos empréstimos bancários a mercados emergentes caiu de US$ 410 bilhões em 2007 para US$ 167 bilhões. Em 2009, o montante pode alcançar somente a marca de US$60 bilhões, de acordo com o Instituto Internacional de Finanças
Reduzindo os impactos da crise
Na maioria dos países em desenvolvimento, os indicadores macroeconômicos, inclusive o acúmulo de reservas, melhoraram nos últimos cinco anos. Esses países têm condições de adotar políticas fiscais e monetárias mais expansivas, de acordo com o trabalho.
O estudo aponta para a necessidade de unir esforços internacionais, com a criação de uma nova regulação para o sistema financeiro, incorporando mecanismos de contabilidade periódica com o intuito de corrigir a natureza do mercado em produzir, ciclicamente, ascensões e quedas. Entre as reformas sugeridas, estão a criação de uma reserva global com recursos expandidos, que promova liquidez aos países em desenvolvimento.
Outra sugestão é que o FMI (Fundo Monetário Internacional) seja reformado e tenha papel central na coordenação de políticas macroeconômicas globais, contanto que os empréstimos não estejam condicionados a contrapartidas que fadiguem os governos durante o pagamento.Assim, países que passarem por crises temporárias – mesmo com políticas econômicas fortes – poderão contar com apoio financeiro rápido para solucionar problemas.
Fonte : PNUD
PROJETO PLANSEQ CONSTRUÇÃO CIVIL ABRE CURSOS EM SÃO GONÇALO
Esse projeto de qualificação tem função social de inclusão, de desenvolvimento econômico com geração de trabalho e renda. A pretensão é elevar a escolaridade de jovens e adultos criando um sujeito preparado para o mercado.
O município de São Gonçalo disponibiliza de 1770 vagas e os cursos oferecidos são: eletricista, pintor, encanador, azulegista, armador, pedreiro, carpinteiro, auxiliar de escritório. As aulas serão ministradas em escolas públicas, inclusive as aulas práticas o que beneficia também os colégios do município.
Os alunos devem estar na faixa etária de 18 a 60 anos e os requisitos de escolaridade são: Pintor, pedreiro, carpinteiro, azulejista e armador devem ter escolaridade mínima até a 4º série do ensino fundamental. Encanador e eletricista o mínimo é até a 6º série do ensino fundamental e auxiliar de escritório deve estar cursando, no mínimo a 2º série do ensino médio. As pessoas interessadas nos cursos devem se dirigir ao CRAS para obter maiores informações.
1° CRAS ACONTECE
Os projetos realizados pelo CRAS são de ordem social, com objetivo de melhoria na qualidade de vida e psicológica com o propósito de integrar e prepara para o mercado. São oferecidas palestras, atividades de convivência familiar, encontros, reuniões, as famílias podem ser incluídas nas ações sócio-educativas, de qualificação produtiva e cursos.
As 10 h a exposição e venda das amostras de bordados, emborrachados, bijouterias, biscuit, arte em jornal, reciclados. As 14 h uma apresentação do projeto “PREVENÇÃO É PROTEÇÃO” com atividades sócio-educativas (DANÇA, MÚSICA, GINÁSTICA, DESENHO).
Capacitação para prevenção do uso de drogas e comportamentos de risco
Conanda fará censo sobre crianças e adolescentes que vivem na rua
Só em São Paulo, estima-se que 5 mil crianças e adolescentes vivam na rua. Segundo Santos, o censo também ajudará a determinar a quantidade de abrigos necessária nas cidades, como será o programa de orientação socio familiar, e quem deve ser incluído no Bolsa Família. Além disso, os dados serão utilizados para buscar meios de se levar as crianças de volta para casa.
“Há formas de levar as crianças para casa. Há municípios que têm experiências que deram certo. Se há vontade política, há mobilização da própria sociedade e o estabelecimento de programas simultâneos”, destacou o secretário-geral, que participou nesta semana de seminário em São Paulo realizado com o objetivo de discutir as políticas públicas necessárias para melhorar as condições de vida dessa parcela da população e formas de cumprir o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Rodrigues disse que é importante observar a diferença entre crianças na rua e crianças de rua. No primeiro caso, elas vão para as ruas para trabalhar, com o objetivo de ajudar a família, voltando para casa à noite. “Muitas dessas crianças estão estudando, não perderam o vínculo afetivo com a família.” No segundo, as crianças ficam na rua e não querem voltar para casa, devido, principalmente, à violência doméstica.
No encontro, promovido pela Associação Brasileira de Magistrados e Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e Juventude (ABPM), crianças e adolescentes que vivem na rua em situação de risco e que estão sendo assistidos por educadores do Conselho Tutelar mostraram que estão longe de ter os direitos estabelecidos no ECA cumpridos.
O secretário-geral do Conanda destacou que o trabalho dos educadores é extremamente importante para retirar esses meninos e meninas das ruas, o que não deve ser feito à força e sim aos poucos, por meio de convencimento. “Quando ela [a criança] está convencida a sair da rua é que conseguimos os melhores efeitos. Mas é preciso ter um abrigo temporário para que ela fique até que possa voltar para casa”. Ele destacou que também é preciso desenvolver um trabalho com afamília, para que antes de o menor voltar para casa sejam restabelecidos os vínculos.
Durante a mesa-redonda A Garantia de Direitos de Crianças e Adolescentes em Situação de Rua, meninos e meninas relataram dificuldades que enfrentam no dia-a-dia, como o medo das pessoas, que muitas vezes evitam passar perto deles, a falta de respeito dos policiais e guardasmunicipais. Eles disseram ainda que falta acesso à educação, ao lazer e à saúde. Outro problema citado é que muitas vezes as crianças e adolescentes não são ouvidos, e, quanto têm oportunidade de expressar sua vontade, ela não é respeitada.
O presidente da ABPM, Eduardo Rezende Melo, enfatizou que é preciso implantar programas sociais que garantam o primeiro atendimento para essas crianças e jovens em todos os municípios. Segundo ele, esse tipo de assistência não existe em todas as cidades, mesmo naquelas onde há inúmeras pessoas nessa situação. “Nesse acaso o atendimento é feito pelo Conselho Tutelar ou pela polícia de uma forma impositiva com respostas ineficientes, porque os jovens acabam rejeitando esses encaminhamentos, que geram postura de limpeza social absolutamente inadequada.”
Na avaliação de Melo, as políticas públicas atuais são ineficientes para tratar o problema. Para ele, os principais erros são a falta de planejamento, de coordenação entre os vários fatores, e a atuação inadequada no que se refere ao respeito dos direitos das crianças e adolescentes. “ Há uma questão muito forte de inadequação também da Justiça, que muitas vezes não está preparada para lidar com esses menores, ou por não conhecer as políticas ou por achar, na angústia de protegê-los, que respostas mais imediatas seriam necessárias e, dessa forma, acabam atropelando o processo.”
O estudante Jhonatan Freire, de 18 anos, que é também membro do Conselho Consultivo de Adolescentes e Jovens da ABMP no Rio de Janeiro, contou que aos 7 anos descobriu que era filho adotivo. Ele disse que ficou revoltado e passou a ter crises nervosas muito fortes. Com isso, a família, sem condições para lidar com o problema, acabou encaminhando o menino para vários abrigos. “Eu era agressivo e quebrava tudo onde estivesse. Quebrei várias instituições por onde passei e até agredi as pessoas. Nem as escolas me aceitavam mais."
O estudante não chegou a viver na rua, mas, muitas vezes, fugiu dos abrigos e passou noites nas ruas, o que, para ele, significava liberdade, porque não recebia o “não”. A vida de Jhonatan começou a mudar depois que o estudante começou a fazer um curso em uma das instituições por que passou. “Fiz o curso de administração e tive de mostrar para as pessoas que eu queria mudar, que eu queria participar e incentivar as pessoas a participar dos movimentos sociais.”
Depois disso, o estudante foi estagiário por um ano no Conselho Tutelar e hoje também faz estágio no Ministério Público. Ele disse que, com o curso de administração, aprendeu muito sobre direitos e deveres e cidadania. Para Jhonatan, a atenção e preocupação da família, principalmente do pai adotivo, que o inscreveu no curso, foram decisivas para a mudança de vida.
“Eu devo tudo ao meu pai. Ele não é meu pai de sangue, mas é meu pai em amor. Se eu estou aqui é graças a ele, porque tantas pessoas quiseram desistir de mim e ele teve força e mostrou quea família é fundamental na mudança.”
Fonte: Flávia Albuquerque - Repórter Agência Brasil.